Recursos fortalecem permanência e alimentação estudantil, mas movimento estudantil cobra ampliação do Bolsa Permanência
O Ministério da Educação (MEC) anunciou, nesta semana, o repasse de R$ 400 milhões para universidades federais de todo o país. Os recursos contemplam diferentes áreas estratégicas para o funcionamento das instituições, com destaque para a assistência estudantil, pauta histórica do movimento estudantil.
Do total, R$ 160 milhões serão destinados ao fortalecimento das políticas de permanência, medida considerada uma vitória dos estudantes. A UNE vem pressionando desde o início do debate orçamentário por mais investimentos que garantam condições de permanência para estudantes nas universidades.
Além disso, R$ 120 milhões serão direcionados à alimentação estudantil na Rede Federal, reforçando as verbas de custeio previstas para 2026. Também estão previstos investimentos de R$ 50 milhões em equipamentos e R$ 30 milhões em projetos de extensão, contribuindo para a melhoria da infraestrutura e da relação das universidades com a sociedade.
Permanência segue como desafio
Apesar do avanço, a UNE destaca que ainda há desafios importantes, especialmente no que diz respeito ao fortalecimento do Programa Bolsa Permanência, principal política de apoio financeiro para estudantes indígenas e quilombolas.
Atualmente, mais de 400 estudantes aguardam na fila para acessar o benefício, sem contar os novos ingressantes deste semestre. Dados de 2023 indicam que o programa atende mais de 18 mil estudantes nas universidades federais.
Para a entidade, é fundamental ampliar os investimentos para garantir que nenhum estudante seja impedido de concluir sua formação por falta de condições materiais.