Mobilizações cobraram mais orçamento, permanência estudantil, bem como reivindicaram soberania ao Brasil e o fim da escala 6×1
Mais orçamento para a educação pública, permanência estudantil com moradia e transporte garantidos, fim da escala de trabalho 6×1 e resistência a qualquer avanço privatista sobre a escola e a universidade públicas. Essas foram as pautas que levaram estudantes às ruas em capitais de todo o país nesta terça-feira, 11 de agosto, data que também marca os 89 anos da UNE.
Em São Paulo, a concentração se formou em frente ao MASP, na Avenida Paulista, com faixas que traziam dizeres como “Puxa-saco de americano, aqui não se cria” e “Em defesa do Brasil e da Educação”. Os estudantes protestaram contra as ameaças de Trump e da família Bolsonaro à soberania nacional e contra as políticas de privatização de escolas promovidas pelo governo Tarcísio. Junto com a UNE, UMES e UBES defenderam o enfrentamento direto a essas políticas.

São Paulo
Em Brasília, além das pautas nacionais os estudantes reforçaram a denúncia da precarização da rede pública do DF e cobraram investimento real em infraestrutura escolar.

Brasília, no DF
No Rio de Janeiro, os estudantes se concentraram no Centro da cidade e reivindicaram também um Plano Estadual de Assistência Estudantil.

Rio de Janeiro
E não parou por aí. De norte a sul, atos foram convocados em capitais e cidades de todo o país, articulados por UNE, UBES e ANPG, com apoio de sindicatos de educadores, que cobraram mais investimento em educação.

Salvador, na Bahia
Foi em 11 de agosto de 1937, na Casa do Estudante do Brasil, no Rio de Janeiro, que o então Conselho Nacional de Estudantes fundou a União Nacional dos Estudantes. Desde ali, a UNE atravessou a luta contra o nazifascismo, a resistência à ditadura militar, as Diretas Já e os caras-pintadas, sempre no mesmo lugar: ao lado da juventude que ocupa a rua para defender seu direito de estudar.

Salvador
Para a presidenta da UNE, Bianca Borges, essa trajetória é o que dá sentido à data. “Celebrar a UNE é celebrar uma história que nunca coube apenas dentro das salas de aula. Uma história que se entrelaça às grandes lutas do povo brasileiro e atravessa gerações porque, em cada uma delas, os estudantes compreenderam os desafios do seu tempo e escolheram tomar posição diante da história”, afirma.

Presidenta da UNE, Bianca Borges