Fórum estudantil defendeu direitos dos trabalhadores e clamou por paz nas escolas
A 67ª edição do Conselho de Entidades Gerais da UNE (Coneg) teve um início diferente. Nesta sexta-feira (22), após grupos de trabalho discutirem a conjuntura política do país na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), os estudantes foram para a rua somando-se aos trabalhadores, professores e sindicatos para dizer não à reforma da previdência prevista pelo governo Bolsonaro.
O ato aconteceu na Avenida Paulista, coração da capital, e ecoou a voz de milhares de manifestantes que, em uníssono, reivindicaram justiça ao povo trabalhador brasileiro.
”Estamos aqui com mais de 500 jovens que participam no nosso Conselho para pedir pelo nosso futuro e para dizer ao presidente Jair Bolsonaro que nós não somos privilegiados. Ele tem a cara de pau de dizer que essa reforma é para barrar privilégios, mas nós somos os filhos dos trabalhadores que acordam cedo para pegar transporte e ir trabalhar e não aceitamos que nossos direitos sejam retirados”, falou a presidenta da UNE Marianna Dias, do alto do carro de som.

Presidenta da UNE discursa durante ato contra a Reforma da Previdência, em SP
Wagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores e Trabalhadoras (CUT), saudou a multidão e lembrou a importância da unidade na luta.
‘’Devemos seguir juntos. Vamos seguir juntos e construir além desse grande ato um 1º de maio unificado para mostrar a força dos trabalhadores’’, disse.
Antes do 1º de maio, também acontece a Jornada de Lutas da Juventude Brasileira, Marianna Dias fez o convite aos presentes.
‘’Queremos convidar a todos e todas a participarem da Jornada de Lutas da Juventude que acontece no próximo dia 28 em todo o país. Vamos seguir lutando pela aposentadoria, por mais educação e por mais investimento porque é esse o futuro que o Brasil merece’’, enfatizou.
PAZ NAS ESCOLAS E NENHUM DIREITO A MENOS
O atentado em Suzano também foi lembrado durante a manifestação, suscitando o pedido de paz nas escolas brasileiras. Cartazes, camisetas e palavras de ordem lembravam que o país precisa de ‘’menos armas e mais livros.’’ Somado a isso, o pedido de mais educação também fez parte dos apelos dos professores e estudantes presentes.
‘’Queremos paz nas escolas. Vamos mostrar ao Bolsonaro que esse não é o país do ódio’’, lembrou a presidenta da UNE.

Bandeirão ocupa Avenida Paulista
Presente na manifestação e no Coneg, o estudante e membro do DCE da Universidade Federal do Ceará (UFC) Jobson Cavalcante destacou que é de fundamental importância a participação dos estudantes em manifestações como esta.
‘’ Defender a educação e a aposentadoria marca o início de uma longa jornada na defesa dos direitos dos trabalhadores e estudantes do Brasil. Por isso estamos aqui: DCEs, Federações, executivas de curso. Nós como futuros profissionais também nos preocupamos com essa reforma. A expectativa é de que o Coneg trace metas até o Conune, que com certeza será um congresso muito importante para marcar a luta contra esse governo fascista e em favor da nossa democracia’’, disse.

Jovem protesta contra o ódio e o fascismo
Lucas Moraes, do DCE da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), acredita que o debate contra a reforma da previdência e pela educação também se dá pela força dos trabalhadores e estudantes.
‘’O povo trabalhador principalmente do campo não tem perspectiva nem de se aposentar com idade mínima com essa reforma. Nossa luta não pode ser jogada na lixeira do esquecimento. Queremos mais escolas, aposentadoria digna. Não aceitamos nenhum direito a menos’’, frisou.
O 67º Coneg continua até o próximo domingo na PUC-SP com debates, rodas de conversa e intervenções. Acompanhe mais notícias no site e nas redes da UNE.