Na Culturata, UNE participou da celebração de 93 anos de idade de um dos blocos mais importantes de Olinda, o Homem da Meia-noite e celebrou a conclusão de mais um ciclo

Foram dias de intensa programação. Painéis, debates, oficinas, vivências, lançamentos, mostras artísticas, encontros e shows. Milhares de estudantes de todo o Brasil rumaram para Pernambuco para viver a marcante experiência de participar de uma Bienal da UNE. E, na terra do frevo, não tem jeito: tudo termina em Carnaval.

O último ato da Bienal, uma verdadeira celebração, foi a Culturata. No evento, realizado ao ar livre no bairro do Recife Antigo, os estudantes puderam vivenciar um pouco do que é a festa de Momo em terras pernambucanas. Já na concentração, no Cais da Alfândega, foram embalados pela bateria do bloco olindense de samba D’Breck, que com sua batida vigorosa colocou todo mundo para dançar.

Foto: Vitoria-Oliveira

“Agora é hora de se divertir e brincar, como tem que ser o Carnaval, porque a gente é um povo alegre, divertido, que celebra a vida, nossa cultura e tradição”, afirmou a presidente da União Nacional dos Estudantes, Manuella Mirella. Ela, que é pernambucana, comemorou poder apresentar um pouco da cultura da sua terra natal a pessoas de todas as regiões do Brasil.

E os estudantes mostram que o carnaval e ato político tem tudo a ver. A faixa do cortejo pediu punição aos golpistas de 08 de Janeiro que atentaram contra a democracia.

Foto: Vitória Oliveira

Parabéns ao Homem da Meia-noite

O ‘Bloco da Bienal’ seguiu então em cortejo até o Marco Zero do Recife, para um momento muito especial: receber o Homem da Meia-noite, o calunga, mais famoso boneco gigante de Olinda, que chegou de barco para comemorar o seu aniversário de 93 anos. E ele chegou majestoso, sendo cumprimentado pelos estudantes e pela multidão que o aguardava.

O presidente do bloco, Adilson Moraes, conversou com a reportagem da Bienal e afirmou ser uma honra receber esse presente de aniversário dos estudantes. “O Homem da Meia-noite é a expressão da cultura popular, é o povo, e a UNE é uma importante representação do povo brasileiro. Para nós é uma alegria imensa fazer essa união com os estudantes”, disse.

Foto: Vitória Oliveira

Ao lado de blocos tradicionais como Flor da Lira, Batutas de São José e Bloco da Flores, o calunga e os estudantes seguiram até o Paço do Frevo, para um momento simbólico: o recebimento da roupa que o boneco usará no Carnaval 2025. E foi nesse clima lúdico e carnavalesco que a 14ª Bienal da UNE deu seu ‘até logo’, com energias renovadas e perspectiva de muita luta para o movimento estudantil.

“Foi transformador”, afirmou a presidente da UNE, Manuella Mirella, realçando que a programação inteira foi pensada em conjunto para debater pautas essenciais aos estudantes e ao Brasil. “O sentimento é de dever cumprido, mas também de muita esperança e coragem para o próximo período”, resumiu.

Foto: Vitória Oliveira

Por Felipe Mendes com edição de Cristiane Tada