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Em greve, estudantes de medicina da USP protestam por melhorias no HU

24/11/2017 às 16:42, por Renata Bars.


Manifestantes abraçaram o prédio onde funciona o hospital e reivindicaram a reabertura do pronto socorro infantil, fechado há três dias

Estudantes, professores e funcionários realizaram um protesto em frente ao Hospital Universitário da USP, na Zona Oeste de São Paulo, na tarde desta sexta-feira (24) contra a crise financeira que atinge a universidade e o consequente fechamento do pronto-socorro infantil, ocorrido há três dias. Na terça-feira (21), o pronto-socorro do Hospital Universitário (HU) suspendeu o atendimento de pediatria.

Os estudantes de medicina da instituição estão em greve desde o último dia 13 de novembro devido à suspensão de atendimentos no hospital e à falta de médicos. Segundo os eles, a precarização ocorre devido à uma política de corte de gastos promovida pela reitoria juntamente com dois Planos de Incentivo à Demissão Voluntária (PDVIs) que levaram a uma perda de mais de 200 funcionários.

Nesta sexta, os manifestantes deram um abraço simbólico no edifício e exigiram mais recursos para a universidade e para o HU.

Presente na manifestação, a presidenta da UNE Marianna Dias afirmou que cada dia mais devemos pensar como melhorar a vida da população e como desenvolver pesquisas e estudos que melhorem os problemas sociais do país.

”O Hospital Universitário representa exatamente isso: um instrumento, um local em que a universidade se predispõe a dialogar com a população e a colocar os seus serviços para melhorar a vida do povo”, disse.

”O que está faltando neste hospital é gente trabalhando, queremos que o reitor contrate os profissionais necessários, por isso a greve”, falou a presidenta do Centro Acadêmico de Medicina Oswaldo Cruz (Caoc), Maria Luiza Corullom.

Para ela, a falta de médicos prejudica não só a população que utiliza os serviços do HU, mas também os estudantes.

”Não dá para separar o ensino da assistência que temos no hospital. A gente aprende com os médicos, aprende com a prática auxiliada por profissionais”, explicou Maria Luiza.

O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) afirma que, desde 2014, o hospital perdeu cerca de 300 funcionários, enfermeiros e auxiliares de enfermagem na maioria. Desses, 43% eram médicos. A diminuição também levou ao fechamento de 49 leitos.

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