Pular para o conteúdo Pular para o Mapa do Site

Notícias

Últimas Notícias

Em defesa da vida, da democracia, da educação e do Brasil! #FORABOLSONARO

17/12/2020 às 18:58, por União Nacional dos Estudantes.


Ao longo deste ano de 2020 estivemos presentes em um período marcado por diversas incertezas. Em meio a pandemia do novo coronavírus que já ultrapassa a marca de 180 mil mortes no Brasil, temos um Governo que, em uma política genocida, abusa no descaso com a população e não apresenta sequer medidas para conter o avanço da Pandemia no nosso país.

Hoje, o mundo volta suas atenções no sentido de produzir vacinas contra a COVID 19. No Brasil, o instituto Butantã fechou uma parceria com o laboratório chinês Sinovac para a produção da CoronaVac, no momento a vacina mais avançada em termos de fases de teste em nosso país.

Em contrapartida, Bolsonaro e seu governo não medem esforços para barrar o uso da vacina na população brasileira. Com um discurso obscurantista que nega ciência e qualquer forma de ação proposta pelas principais instituições de pesquisa brasileiras, o governo federal coloca as suas questões ideológicas à frente das vontades e necessidade do nosso povo. Ao manifestar publicamente a sua decisão individual de não tomar vacina “não vou tomar e ponto final, problema meu”, Bolsonaro mais uma vez se desresponsabiliza sobre o combate à pandemia. Enquanto o executivo lava as mãos e disputa a ideia de que este é um problema individual, o povo que se organiza em ações de solidariedade mostra que o único caminho para superarmos essa crise é através da coletividade.

Nas eleições municipais de 2020, o debate nacional sobre os problemas contemporâneos das cidades e do Brasil esteve muito presente. As candidaturas do campo progressista polarizaram com as direitas e assumiram abertamente o debate sobre a defesa da vida, da saúde pública e do direito a uma cidade e um país para todos, contra a anticiência Bolsonarista e sua política genocida. Esse enfrentamento gerou uma derrota significativa de Bolsonaro nas principais cidades do País, demonstrando seu desgaste com a população. Contudo, o bolsonarismo enquanto fenômeno social e político de afirmação de valores conservadores e anti-política ainda foi expressivo nessas eleições e pautou não só a extrema direita, mas também a direita fisiológica. Em resposta a isso, a unidade do campo progressista foi um avanço significativo, que foi pautado também a partir de lideranças jovens, mulheres e negras da esquerda que passaram a ocupar mais expressivamente as Câmaras Municipais.

É importante destacar o papel que as universidades e institutos brasileiros estão cumprindo neste período de pandemia. Enquanto o Brasil fechou as portas como medida para conter o avanço do novo coronavírus, as universidades e institutos federais funcionaram a todo vapor buscando saídas para a crise sanitária e social que vive o nosso país. São estas instituições que desenvolvem métodos para a produção da nova vacina, pesquisas e que buscam reinventar formas de manter seus calendários acadêmicos ativos, respeitando o isolamento social.

Além disso, destacamos a importância do movimento estudantil na construção de ações de solidariedade em todo país na luta pela vida, contrapondo a política de morte exercida pelo governo de Bolsonaro que empurrou a maioria do povo brasileiro para a fome ou para o risco do contágio pelo coronavírus. Como em toda a história da UNE reafirmamos nosso compromisso com o povo brasileiro dentro e fora das Universidades.

Enquanto isso, o MEC apresenta para o próximo ano uma redução no orçamento da educação de cerca de 1,4 bilhão de reais, prejudicando qualquer tipo de iniciativa por parte das universidades públicas do país. Entre as políticas necessárias para manutenção destas instituições, a assistência estudantil é uma das mais prejudicadas. Estima-se um corte de cerca de 18% das verbas do PNAES, colocando em xeque a manutenção dos estudantes em seu ensino superior, principalmente neste período onde as aulas têm acontecido de forma remota e, portanto, escancarando o abismo social existente no Brasil.

As instituições públicas de ensino buscam formas de solucionar os problemas que a falta de gestão no Ministério da educação foi incapaz de resolver. Quando se iniciaram os períodos excepcionais pelo Brasil, os institutos federais e as universidades públicas abriram editais para que os estudantes que não tem acesso a internet pudessem receber auxílios para que pudessem obter computadores e chips e, assim, poderem cursar o ensino remoto. Porém, a falta de uma centralidade de gestão dos recursos por parte do MEC fez com que as universidades apresentassem seus planos de assistência de forma autônoma que, culminado aos cortes e falta de recursos, dificultou a vida dos estudantes e muitos não receberam seus auxílios antes do início do período letivo e, consequentemente, não conseguiram cursar seus períodos. Um absurdo que retirou de milhares de estudantes a possibilidade de seguir seus estudos.

Entendendo o papel de destaque que as instituições públicas de ensino superior vêm cumprindo na ciência e na política, sendo resistência contra os absurdos do governo Bolsonaro em seus mais diversos setores, o MEC tenta acabar com a democracia universitária a todo custo. O governo tem nomeado reitores para as UFs em diversos lugares do país sem qualquer processo democrático, inclusive passando por cima dos processos de consultas públicas realizados nessas universidades. A UNE entrou com uma ação no STF para suspender a nomeação de reitores não eleitos nestas instituições e, junto a muita luta e resistência nas ruas e nas redes (a exemplo das mobilizações do dia 10), conseguimos vitórias importantes como na UFPR, onde a nomeação foi revertida.

Nas universidades privadas, a situação dos estudantes também não vem sendo nada fácil: iniciamos o ano na luta pela redução das mensalidades e contra os aumentos abusivos impostos pelas instituições privadas de ensino superior. Além disso, estas universidades não contam com nenhuma política de assistência estudantil, deixando milhares de estudantes prejudicados em seus cursos, sem um período de “transição” do ensino presencial para o ensino remoto e com mensalidades altas em um período de alto índice de desemprego em nosso país e sem ter as condições necessárias para cursar sua graduação.

Na lista dos vexames do MEC de Bolsonaro está a realização do Enem e a abertura do SISU deste ano. O governo não teve capacidade de gerir o ingresso dos estudantes ao ensino superior, com problemas na lista de espera do ProUni e problemas na inscrição de jovens que buscam no próximo ano realizar o sonho de cursar o ensino superior. Ainda no início da pandemia, a discussão se deu em torno do adiamento do exame visto o prejuízo enorme de milhões de brasileiros e brasileiras que não têm acesso aos meios necessários para se preparar de forma adequada para a prova. Enquanto o MEC mostrou todo seu descaso com estes estudantes, conquistamos uma vitória fundamental para a popularização do ensino superior: o adiamento do Enem 2020!!

E neste momento vivemos uma das principais lutas do nosso período na defesa da educação: a defesa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica. O FUNDEB é a principal fonte de investimento na educação básica brasileira e sofre graves ameaças. A proposta apresentada pelo governo inclui o repasse de 10% do fundo para instituições privadas de ensino, o que pode significar a retirada de até 12,8 bilhões de reais da rede pública de ensino. A pressão das entidades da educação é por um FUNDEB público, e as ações da UBES e da UNE nas redes e nas ruas de todo Brasil tem conseguido mobilizar os estudantes brasileiros para que essa permaneça sendo uma luta de maioria social.

A juventude e os estudantes seguem na linha de frente da defesa dos direitos do nosso povo, por isso, enquanto começam a se articular ameaças de redução da maioridade penal por parte do governo, seguiremos na luta para que a nossa juventude tenha oportunidade de educação e não cadeia e criminalização.

A impossibilidade de estarmos neste ano com todo nosso peso e mobilização nas ruas denunciando a atuação criminosa desse governo com a vida de nosso povo, deixa em aberto essa necessidade para o futuro. Apenas com mobilização social derrotamos Bolsonaro. E a nossa principal batalha no próximo período será a luta pela vacinação gratuita para toda a população. A cada dia que passa e perdemos mais vidas para a COVID sem um compromisso e plano real de vacinação pelo governo federal, aumentando nossa responsabilidade de unificar todas as lutas pela urgência da vacinação já!

Em meio a tudo isso e no intuito de realizar espaços de mobilização dos estudantes e discussões democráticas, a UNE se desafia a lançar a sua 12ª Bienal de cultura e arte. A ideia é que possamos, através deste espaço, apresentar muito do que estudantes produzem de arte, cultura e outros temas em todo Brasil. Milhares de estudantes participam desse evento tão importante e tradicional que, ao longo do tempo, só reforça sua importância para a organização dos estudantes brasileiros.

Para que possamos conquistar essas e outras vitórias, é fundamental que possamos atuar em uma só voz. É fundamental o envolvimento das entidades do movimento educacional na defesa da educação e dos direitos do povo brasileiro. Para tirar Bolsonaro da presidência e derrotar suas medidas e seus aliados, precisamos estar juntas e juntos na defesa da educação, da vida e do Brasil!

Pular para o Conteúdo Pular para o Topo