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Dez vezes que os estudantes fizeram mais pelo Brasil que o Bolsonaro

23/03/2021 às 17:26, por Cristiane Tada.


Lidando com a crise causada pela Covid-19 o movimento estudantil tem se articulado e promovido ações nacionais e locais para resistir a falta de ação do desgoverno federal 

Um ano de pandemia, um ano difícil de perdas e dificuldades para todos os brasileiros. Poderia não ser tão pesado se não fosse o desgoverno negacionista e que é responsável pelo agravamento de mortes e a piora nas condições de vida da população. Separamos dez momentos que os estudantes fizeram mais pelo país que o próprio presidente da República. Confira:

1-Estudante Solidário

Em março de 2020, bem no comecinho da pandemia, as entidades estudantis organizaram uma campanha de doações de cestas básicas para comunidades e instituições beneficiadas: o Movimento Nacional da População de Rua, o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua, a Agência Popular Solano Trindade, e a União Popular de Mulheres.

 

2– Ciência Salva Vidas

A UNE organizou um mapeamento das ações das universidades com iniciativas de combate ao coronavírus, divulgou atendimento dos Hospitais Universitários durante a pandemia e incentivou a produção da ciência brasileira no desenvolvimento de tecnologia no monitoramento de infectados e coleta de dados; na confecção de mais de 70 mil litros de álcool em gel; e o desenvolvimento de um respiradores.

3-Estudo e Internet pra Geral

A UNE e a UBES fizeram uma campanha de doação para a compra de materiais didáticos e tablets para estudantes de cursinhos populares. Além disso, as entidades estudantis também pressionaram por programas de acesso a internet gratuitos para estudantes e professores nas esferas federal, estadual e municipal. O MEC respondeu com um plano de conectividade nas federais e alguns estados como Pernambuco também anunciaram alternativas.​

 

3- Contra as intervenções nas universidades 

Os estudantes também tem tomado à frente na defesa da autonomia universitária e da democracia na escolha do reitor das universidades. Bolsonaro retomou uma postura da época da ditadura ao ignorar o comunidade acadêmica e indicar interventores ao cargo máximo nas instituições federais de ensino, causando revolta e até mesmo ameaça ao pleno funcionamento de universidades e institutos. A UNE e DCEs em toda federação tem organizado ações e apoiado todo tipo de recursos para fazer valer a voto de estudantes, professores e funcionários das instituições. 

 

4- Novo Fundeb

A vitória pela aprovação e regulamentação do novo Fundeb é dos estudantes e entidades de luta pela educação. O governo Bolsonaro fez de tudo para jogar contra, mas a pressão dos estudantes por um fundo com maior investimento financeiro da união e por um fundo permanente venceu.

O Fundeb distribui os recursos levando em consideração o desenvolvimento social e econômico de cada região do país e tem sido responsável por quase metade do investimento nas escolas do país, das creches ao ensino médio.

5- Contra a retomada das atividades presenciais de ensino

Em Dezembro o MEC determinou a retomada do ensino presencial nas instituições federais sem sequer um plano de condições sanitárias para essa volta. Pensando no risco que isso poderia significar não só para alunos, professores e trabalhadores das instituições, mas também no impacto em cidades e comunidades inteiras, a UNE protestou e o governo mais uma vez voltou atrás. Os estudantes tem defendido ainda a necessidade de prioridade na vacinação de docentes e trabalhadores da educação para o retorno. 

6- Campanha #AdiaEnem

Desde o ano passado pensando nos milhares de estudantes que estão sem condições de estudo a UNE se posicionou pelo adiamento do exame a fim de não causar mais desigualdade ao acesso do ensino superior; Em Janeiro em momento crítico de aumento de casos o MEC insistiu na realização do exame sem oferecer condições sanitárias para isso, colocou a vida de todos em risco e ainda desperdiçou dinheiro público . O exame de 2020 teve o maior índice de abstenção da história, 51,5% dos candidatos não compareceram ou foram impedidos de entrar nas salas de prova e o resultado foi de R$332,5 milhões desperdiçados dos cofres públicos.

7- SOS Amapá

Durante o apagão que o Estado do Amapá sofreu em Dezembro, ficando por dias sem energia elétrica, água potável e piorando muito as condições de higiene em meio à pandemia, a UNE e o DCE da Unifap organizaram doações de água e cestas básicas para a população.

 

 

8- Redução da mensalidade nas universidades privadas

Durante todo o ano passado a UNE também encabeçou uma luta pela redução das mensalidades nas universidades privadas, em vista da situação de desemprego dos jovens brasileiros e de que com a aulas de forma remota, as instituições também têm menos gastos. A mobilização reuniu no site suspendemensalidade.com.br mais de 53 mil assinaturas, além de dezenas de abaixo-assinados e mais de 10 projetos de Leis estaduais aprovados. No Rio de Janeiro e na Bahia os estudantes tiveram vitórias importantes que viraram leis, bem como em faculdades individualmente pelo país.

9- Conhecimento sem cortes

A UNE sempre tem ressaltado que é em momentos de crise que o investimento em Educação, Ciência e Tecnologia deve aumentar para gerar desenvolvimento econômico para o país. Por isso, tem se posicionado veementemente contra a retirada de investimento no setor precarizando as agências de fomento, bolsas de pesquisa e laboratórios universitários em todo o Brasil.

10- Todos pela Vacina

A UNE tem mobilizado uma ampla campanha pela vacinação desde o início da pandemia, desmentindo fake news a respeito da eficácia da Coronavac, e exaltando o trabalho do Instituto Butantã e da Fiocruz.  Agora no dia 30 de Março a Jornada de Lutas vai espalhar pelo Brasil a indignação contra esse governo da morte. Os estudantes vão ocupar o Brasil com intervenções em defesa da vida, da vacina, do auxílio emergencial, da educação pública e da ciência.

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