Quinta-feira teve debates voltados à área da educação com convidados de diversos movimentos
Retrocessos e desafios na assistência estudantil, cotas, desmonte das universidades públicas, financiamento público e autonomia universitária todos foram assuntos das mesas do segundo dia de Congresso Extraordinário da UNE, nesta quinta-feira (15).
Convidados do movimento educacional e social, parlamentares, e professores aprofundaram os assuntos, e levantaram alternativas para mudar os rumos do país.
Ângela Guimarães, presidenta da UNEGRO, lembrou em sua fala que o protesto negro, as reivindicações, as ocupações das ruas, ocupações de reitoria, as ações judiciais querendo equiparação e a presença negra nas universidades, no mundo do trabalho, na mídia “todo esse processo de ebulição e todo o histórico de revindicação do movimento negro, acabou incorporando outros setores e fazendo dessa luta uma luta nacional e ampla, que conseguiu após de mais de 10 anos que conseguiu que o projeto de cotas fosse aprovado”.
Ieda Leal, coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado-MNU e secretária de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação-CNTE destacou que as ações afirmativas tão combatidas nesse governo, já fizeram muita diferença e precisam continuar. “Quando a gente diz para todos os estudantes que cotas não é esmola e é um trabalho do governo. Para além de entrarmos, queremos permanecer na universidade, queremos sentar na cadeira da reitoria. Precisamos chegar e do ponto de vista científico continuar atuando dentro das academias”.
Defesa das universidades públicas
Já Margarida Salomão, prefeita de Juiz de Fora, afirmou na sua defesa das universidades que “mais do que resistir é hora de revidar”. E explicou: “Nós não revidamos de forma violenta ou brutal, mas com o nosso trabalho político, com a nossa convicção que as universidades são um equipamento de estado prioritário para que possamos outra vez desencadear o desenvolvimento que o povo brasileiro tem o direito de exigir e esperar”.
Alice Portugal, deputada federal PCdoB-BA e presidenta da comissão de Cultura e da subcomissão de Ensino Superior da Câmara dos Deputados lembrou do problema na questão orçamentária das federais. “Hoje foi aprovada a LDO, e nós vimos que o orçamento desse ano desastroso levará no segundo semestre a possibilidade de um apagão nas nossas instituições federais de ensino. Por isso esse Congresso da UNE tem o papel exponencial de exigir uma complementação de recursos, uma suplementação de verbas que pode seguir para o congresso”.
Milton Pinheiro, professor da Universidade Estadual da Bahia-UNEB e 1º vice-presidente do ANDES, registrou em sua fala a necessidade combater a PEC32 a Reforma Administrativa, combater a voucherização dos serviços públicos, impedir que os setores privados a partir de uma reforma administrativa ataque o sistema de serviços públicos.
Assista como foi: