Esporte para além do alto rendimento foi pauta durante a 13ª Bienal da UNE nesta sexta-feira (3/2)

Segundo dia de atividades na 13ª Bienal da UNE, com a presença desta vez da ministra dos Esportes, a campeã olímpica Ana Moser.

Questionada pelos jornalistas sobre os esporte nas periferias a lenda do vôlei brasileiro destacou que o Brasil é muito desigual, e que o o esporte como serviço ofertado pelo estado é muito concentrado em grandes centros. “Os equipamentos quanto mais para as periferias da cidade piores ficam, quanto menor a condição, menor o acesso a questões básicas e o esporte também está muito forte dentro desse quadro de carência. Temos a intenção de ampliar o número de pessoas que fazem esporte no país, trabalhar dentro de uma perspectiva de cuidar e ocupar os territórios do esporte, levantar e apoiar quem faz esporte no país e fomentar que se amplie”.

Foto: Felipe Xavier

Ela também afirmou que é na juventude o período que é mais importante para estabelecer hábitos esportivos e por isso, a necessidade de melhorar as estruturas e equipamentos para essa parcela da população possa desenvolver suas habilidades.

O representante da Secretaria Municipal de esporte e lazer do Rio de Janeiro, Gabriel Leal afirmou que assim com o Ministério dos Esportes nacionais, o município estão em um um processo de retomada do esporte na cidade do Rio de voltar com projetos interrompidos pela administração anterior como das piscinas olímpicas.

Ele destacou que o esporte assim como a cultura e a educação podem ser ferramentas contra a violência e para alcançar espaços periféricos. “É muito importante pensar o esporte não só no alto rendimento, mas como ferramenta de transformação social”.

Atléticas, torcida e estudo

O Secretário nacional de juventude da presidência da República, Ronald Sorriso, defendeu a democratização da pratica esportiva, tanto quantos nos equipamentos públicos quanto dentro das universidades.

“Quando a gente fala de atlética, vocês sabem como e difícil conseguir uma quadra, muitas vezes ficam em espaços precários, que muitas vezes retrocedem na saúde, causando lesões. Ou são obrigados a alugar quadras. É preciso que o poder público possa ofertar isso”.

Foto: Felipe Xavier

Ele também problematizou a indústria do futebol nos clubes, o que chamou de “fazendas” de produzir atletas para vender. Ronald defendeu articular uma proposta que alie desenvolvimento esportivo com o educacional, para proteger os jovens de ameaças de assédio de todo tipo que estão a mercê nos ambientes esportivos.

E prometeu: “a SNJ da Secretaria geral da Presidência está a disposição do movimento estudantil e para as atléticas para a gente discutir ideias. Se tudo der certo teremos uma Conferencia Nacional de Juventude este ano”.

Luiz Cláudio do Espírito Santo, presidente da Associação Nacional de torcidas organizadas disse que a ideia é trazer a sabedoria dos estudantes junto com as arquibancadas.

Ele contou que a maioria das torcidas organizadas são 80% da periferia, e que o convite para estar na Bienal foi fundamental para agregar a torcida e o estudo. “Quantas as pessoas que são criminalizadas porque estão nas comunidades, porque estão nas organizadas? Hoje temos parcerias e vamos começar a cobrar as crianças, filhos dos torcedores a estarem nas escolas”.

Pana Kaproulias, organizador da liga InterAtléticas de São Paulo, destacou a evolução de voltar a ter um ministério do esporte, com uma mulher a frente da pasta. Ele comentou sobre as duas vertentes de atléticas: de alto rendimento, e o amador. “Eu acredito que são essas que os estudantes organizam por eles mesmo, é aí que está o esporte universitário”.