‘Um rio de esperança: por educação, democracia e sem anistia’ foi o mote que encerrou o festival depois de quatro dias de programação
Para manter a tradição, a 13ª Bienal da UNE encerrou a programação com um super carnaval político, nos Arcos da Lapa, neste domingo (5), centro do Rio de Janeiro.
A Culturata, atividade que fechou com chave de ouro a programação da bienal, arrastou uma multidão de estudantes pelas ruas da cidade.
Em ritmo de Carnaval, o ato foi marcado também pelo posicionamento político da entidade, mostrando que é possível festejar enquanto há luta por direitos sociais.

Foi estendida uma grande faixa em um dos arcos com os dizeres “Sem anistia!”, uma das pautas defendidas pelo movimento sobre as atrocidades do governo Bolsonaro.
Para a presidenta da UNE, Bruna Brelaz, foi libertador realizar o evento presencialmente, após um período pandêmico desafiador, potencializado por um governo que atacou as minorias, em especial, os estudantes.
“A gente saiu muito energizado para lutar pelo Brasil dos seus sonhos, para lutar por um Brasil sem preconceitos, sem LGBTfobia, machismo, sem qualquer tipo de opressão”, ressaltou a presidenta.

Bruna agradeceu a presença dos estudantes que lotaram a praça dos Arcos da Lapa e convocou geral para o arrastão!
“A União Nacional dos Estudantes continuará escrevendo na sua história, a defesa da cultura e do nosso país. Nós nunca sairemos da luta. Viva os estudantes brasileiros, viva o movimento estudantil, viva a UNE!”
A juventude presente se esbaldou ao som da bateria da Estação Primeira de Mangueira, cuja presença foi articulada pela vice-presidente da UNE, Júlia Aguiar.
“Agora, meu povo, é seguir mostrando que política se faz com arte”, salientou Júlia.
“A Bienal da UNE vai encerrar com um verdadeiro Carnaval, um encontro dos rios que vai caminhar pelo Passeio Público do Rio de Janeiro, entre flores e tambores, para dizer que estudante é resistência. Somos nós que vamos reconstruir o Brasil”, acrescentou.
Também agitaram a Culturata o Grupo Pra Elas e a Orquestra Voadora que, fazendo jus ao nome, puxou um arrastão político-carnavalesco-estudantil pelas ruas da cidade!

Nem a chuva repentina, nem os trovões atrapalharam o frenesi do público, que se esbaldou até o fim da tarde.
A 13ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE) foi realizada entre os dias 2 e 5 de fevereiro, na Fundição Progresso, no centro do Rio de Janeiro.