Além do aumento corte em mais de mil linhas na cidade vai afetar estudantes e comunidade universitária da USP
Apesar da chuva, centenas de estudantes e trabalhadores marcharam em protesto nesta quinta-feira (11/1) contra o aumento da tarifa do transporte público em São Paulo. O protesto saiu de frente ao Teatro Municipal no Centro, passou em frente a Prefeitura Municipal e foi até o Terminal Parque Dom Pedro.
Para o 2º diretor de universidade públicas da UNE, Leonardo Guimarães, é fundamental que eles abram as planilhas do transporte público.
“Queremos transparência a abertura das planilhas do transporte público para a gente saber se realmente é preciso aumentar. Estamos aqui pressionar tanto a Câmara como a prefeitura do Dória e também contra a restrição do passe-livre”, afirmou.
No ano passado os estudantes da capital paulista foram lesados pelo Prefeito Dória (PSDB) com as mudanças do Passe Livre Estudantil, desde o corte no tempo das cotas (quatro viagens restritas a dois blocos de tempo de duas horas) até a burocracia adotada o ano passado para que cerca de um milhão de estudantes possam garantir o direito através do bilhete único escolar.

Multidão marcha contra o aumento de RS3,80 para R$4,00 / Foto Guilherme Imbassahy (Cuca da UNE)
“São 6 linhas de ônibus que passavam pela USP e agora essas linhas simplesmente não vão parar dentro do Campus, elas foram redirecionadas ou para a Vila Madalena ou para o Terminal Pinheiros”, explica a coordenadora geral do DCE, Bianca Borges.
Ela acredita que com o retorno dos estudantes as aulas haja uma eferverscência nesse movimento. “Já começamos a nos posicionar contra e tentar abrir um diálogo para mudar essa situação porque que dificulta muito o acesso ao campus”.
Bianca Borges, coordenadora do DCE da USP/ Foto Dani Rebelo (Cuca da UNE)