Maior encontro de DCEs do Brasil terminou no domingo mobilizando para um ato nacional do Dia dos Estudantes. Leia os documentos aprovados:
Depois de três dias de debates, atos e uma programação intensa chegou ao fim neste domingo (24/7) o 68º Coneg da UNE.
A Plenária final realizada no Palácio do Trabalhador, no bairro da Liberdade em São Paulo foi palco da votação das resoluções estudantis para o próximo período.
No documento de Conjuntura os estudantes atestaram a dificuldade de ser estudante no Brasil de Bolsonaro e assistir seus sonhos e planos de vida serem destruídos “por uma política econômica e social que gera uma armadilha de ausência de perspectiva no ciclo de vida das e dos jovens”.

E convocaram os estudantes do Brasil a construir grandes e amplas mobilizações nas Universidades por todo o país, como o dia 11 de agosto, dia dos estudantes, como uma agenda de luta em defesa da democracia e das eleições livres e sem golpe.
“Saímos do 68º CONEG da UNE com o desafio da construção de comitês estudantis e mobilizações permanentes em todo o país para defender a educação, a democracia e o Brasil, visando derrotar Bolsonaro nas urnas e nas ruas”, reafirmou a presidenta da UNE, Bruna Brelaz.
LEIA AQUI A RESOLUÇÃO DE CONJUNTURA.

Foto: @kboughoff
Educação
No documento aprovado sobre Educação os estudantes destacaram o presidente Bolsonaro como inimigo número um do setor e o atual projeto de desmonte e sucateamento da educação pública brasileira sobre o MEC que teve 4 ministros derrubados pelos estudantes, de tantos erros e absurdos cometidos. “O atual governo é responsável por aprofundar a agenda neoliberal e continuar honrando os compromissos do governo Temer com os banqueiros, a Emenda Constitucional 95, que impõe um teto para investimentos sociais, inclusive na educação que inviabiliza praticamente todas as metas do Plano Nacional de Educação (PNE)”, destaca o texto.
LEIA AQUI A RESOLUÇÃO DE EDUCAÇÃO.

Foto: @xuniorl
Movimento Estudantil
No texto sobre o movimento estudantil é destaque a necessidade de unidade da juventude, uma vez derrota de Bolsonaro e do bolsonarismo não está dada. Os estudantes argumentam que é preciso
garantir a atuação e o fortalecimento cada vez mais potente das entidades gerais e de base, promover encontros e discussões que fortaleçam a formação política dos estudantes, além uma agenda de mobilização permanente e em unidade com todas as forças democráticas. E clamam por
uma grande Jornada de Lutas em agosto, no Mês dos Estudantes.
“Precisamos construir um mobilizado e gigantesco 11 de Agosto, com os caras pintadas, por todos os cantos deste país, para acumularmos força e disputarmos as ruas do Brasil. Nós, universitários, fomos protagonistas da resistência ao Governo Bolsonaro e seremos ainda mais protagonistas, daqui até as eleições, para defendermos um projeto de reconstrução do Brasil com base na educação.”, diz trecho.
LEIA AQUI A RESOLUÇÃO DE MOVIMENTO ESTUDANTIL.

Foto: @xuniorl
Defesa das Cotas e 11 de Agosto
As moções aprovadas em consenso na Plenária Final trazem a defesa das Cotas como política permanente e também a necessidade de implementar as cotas raciais e sociais para os cursos de Pós-graduação das universidades públicas e Instituições Federais. Além disso, pede que Estado brasileiro realize um acompanhamento permanente desta política através da criação de um Observatório Nacional de Ações Afirmativas, que contribua na formulação constante e avaliação profunda dessa política visando melhorias. Um dia de luta no próximo 11 de Agosto também foi aprovado no texto. “Bolsonaro já mostrou que os estudantes são seus inimigos centrais e por isso, nossa resposta tem que ser a altura. Convocamos para que em toda cidade, universidade, escola e instituto comecemos a organizar o 11 de Agosto como nossa forma de fazer esse enfrentamento”, diz o texto.