Estudantes defendem campanha de 25% do Pré-Sal para a Ciência e Tecnologia
O maior encontro de DCEs do Brasil, que começou neste sábado (21/07) e vai até domingo (22) na Uninove em São Paulo, discutiu Pesquisa, Ciência, Tecnologia e suas perspectivas.
Os convidados foram unânimes em defender e sugerir que a plataforma eleitoral da UNE deve pedir a revogação da Emenda 95, investimento em C&T com foco na diminuição das desigualdades
Para a presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Flávia Calé, o elo fraco na Ciência são os pesquisadores e consequentemente tem sido os que mais sofrem nessa conjuntura de cortes e retrocessos “90% da produção científica se dá na pós e em grande medida pelos pós-graduandos. A bolsa não é um regalo é uma necessidade”, afirmou.
Ela lembrou das sérias crises que passam as agencias de fomento do Rio de Janeiro (Faperj) e a de Minas Gerais (Fapemig) que há dois meses não repassa as bolsas.
“32% dos doutorandos estão em condição de depressão. Qual é a manchete? A ciência adoece. Mas o que adoece é a falta de perspectiva. A mensagem que se passa é que a ciência não vale a pena”, afirmou.
Calé ressaltou que a ANPG esta iniciando uma campanha da destinação de 25% do Pré-Sal para a Ciência e Tecnologia. “Estamos conclamando a sociedade científica pra conseguirmos fazer essa luta e voltarmos a ter perspectiva”.
O coordenador da Campanha Nacional do Direito a Educação Daniel Cara, está licenciado devido as eleições – é candidato ao Senado- mas veio dar sua contribuição a discussão.
Ele lembrou que o orçamento de MEC está congelado desde 2014 e praticamente sacramentou 0,25% do PIB para a ciência. “Pra alcançar um patamar de desenvolvimento teríamos que investir cerca de 4% do pib. O resultado é que paramos de desenvolver em 2014 e temos muito a recuperar”.
O representante da Associação dos Docentes da UERGS, Luciano Andreatta, defendeu o imposto sobre grandes fortunas pra diminuir a desigualdade e acabar com certos privilégios.
O presidente da Adunicamp, Wagner Romão, concordou e foi além. “Não dá pro conhecimento produzido na universidade não ser direcionado para as nossas necessidades para o social”. Para ele é preciso mudar processo de tomada de decisão nas universidades. Romão sugeriu ainda que extensão articulada com pesquisa e ensino pode conseguir interiorizar o conhecimento.