Depois de três anos, UNE volta a reunir os principais DCES do Brasil para aprovar sua plataforma eleitoral
O auditório animado pelas diversas forças políticas que compõe a UNE, com estudantes de todo o Brasil reunidos na FMU na noite de sexta-feira (22/7), no bairro da Liberdade em São Paulo, foi o palco da abertura do 68º Conselho das Entidades Gerais da UNE. A presidenta da entidade, Bruna Brelaz deu as boas-vindas.
“Aqui na mesa estão representantes estudantis que estão no dia a dia da universidade para construir um novo futuro. Estou muito feliz de construir um Coneg que vai construir perspectivas de rumo para uma geração que vem sofrendo com o aprofundamento da crise econômica, com a fome, a falta de emprego e falta de acesso a educação”.

foto: @enzoferraro
E mandou um recado claro às ameaças a democracia feitas pelo presidente Bolsonaro: “estamos na defesa das eleições, ninguém vai desacreditar as urnas eletrônicas e vamos bater o pé e dizer que ninguém mexe no processo eleitoral”.
A vice-presidenta da UNE, Júlia Aguiar, afirmou que o desafio que a UNE tem em 2022 é o importante dessa geração para acabar com um ciclo de retrocessos e a impossibilidade da juventude de sonhar. “O que estamos vivendo é a destruição de políticas públicas, de direitos sociais, do Estado nacional, da democracia e da possibilidade de nós depois de conseguirmos o nosso diploma sair e ter acesso ao trabalho e a um direito de vida digna. E pior que isso é o fim daqueles que ainda não tiveram acesso à universidade de poder sonhar de ocupar esse lugar”, ressaltou.

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O que tem de mais valoroso na UNE, que está há 85 anos em defesa da democracia, é que ela é construída no dia a dia dentro das universidades por vocês que estão aqui hoje para representar as entidades de base.
Para o Secretário geral da UNE, Luis Ramos, Bolsonaro elegeu a educação como seu principal inimigo e diariamente atendou contra os estudantes. “Mas diariamente nós lutamos em defesa dos nossos direitos. E foi assim que derrubamos o Future-se em 2019 e foi assim que nós mantivemos diversas universidades abertas e vai ser assim que vamos derrotar a ameaça de golpe que ele quer implementar nesse país”, destacou.
No encerramento os estudantes prestaram uma homenagem ao escritor amigo de longa data da entidade, Arthur Poerner, falecido no último mês.

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Os desafios dos estudantes
O deputado federal Orlando Silva (PCdoB -SP) foi o primeiro presidente negro eleito da UNE. E destacou a campanha da UNE em defesa das Cotas, que vai lançar uma nota política na programação do evento no sábado (24/7). “Tenho convicção que temos que refletir sobre a ampliação e sobretudo garantir a permanência do povo pobre e do povo preto nas universidades. Por isso, estou muito empenhado em somar com a Campanha da UNE que batalha pela ampliação das cotas”, afirmou.
Para a secretaria de Juventude do PT, Nádia Garcia, é preciso colocar a educação novamente como prioridade no país e para isso é preciso organizar a juventude contra o governo Bolsonaro.

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“O racismo, o fascismo, a LGBTfobia, a misoginia, o ódio ao pobre não vai vencer em 2022”.
O convidado internacional, Leonel Freeman, presidente da OCLAE (Organização Continental Latino Americana e Caribenha dos Estudantes) a juventude além de lutar pela educação pública, gratuita e de qualidade para todos e todas as estudantes na América Latina, “Temos que que ser a vanguarda e ser também o motor impulsor que necessita levar a América latina e o mundo igualdade e liberdade plena”.
A programação segue neste sábado com debates durante todo o dia e lançamento da nota técnica e política da Campanha de Cotas da UNE, às 19h. No domingo a plenária final vai aprovar a Plataforma Eleitoral da UNE, com as reivindicações estudantis ao candidatos do pleito eleitoral em Outubro.