Cibele Ferreira, 27 anos, estudante de engenharia ambiental na USP São Carlos, funcionária pública municipal, fui secretária geral do CAASO (Centro Acadêmico Armando de Salles Oliveira) na gestão 2012-2013 e diretora do DCE-Livre da USP “Alexandre Vanucchi Leme” entre 2012 e 2014.

Entrei no movimento estudantil por meio do centro acadêmico do curso, a Secretaria Acadêmica Pró-Ambiental (SAPA), com discussões focadas na questão ambiental, além dos temas estudantis na universidade como investimento público na educação, acesso e permanência estudantil e democracia.

Durante essas experiências no movimento estudantil comecei a tomar contato com o debate de opressões, em especial o machismo. Assim, a construção do movimento feminista, dentro e fora do movimento estudantil se tornou uma prioridade de militância.

Logo compreendi que as lutas travadas até então estavam todas conectadas e eram, de alguma forma, expressão do sistema capitalista e que para superá-lo seria preciso uma construção coletiva.Por isso, resolvi me organizar no coletivo de juventude Juntos! e, posteriormente, no Partido Socialismo e Liberdade. Atualmente componho o diretório municipal do partido.

Participei ativamente das manifestações de Junho de 2013, ao lado do Movimento Transporte Justo, quando a prefeitura se viu obrigada a reduzir a tarifa. Sigo como apoiadora e entusiasta da proposta do movimento para reformulação do transporte, que possibilitará a redução da passagem rumo à Tarifa Zero.


1) Por que você escolheu ser candidata?


A candidatura não existe por uma escolha minha individualmente, e sim de uma decisão coletiva de disputar os rumos da política institucional sem medo. Com o espírito jovem que está nas redes e nas ruas mostrando sua indignação e fazendo a mudança necessária pra uma sociedade justa. Queremos que a política seja resgatada pela juventude, pelas mulheres, pelo povo pra que ela esteja a serviço desse projeto.

2) Qual sua proposta para juventude?


A juventude quer viver! Nossas propostas giram em torno não apenas de garantir os direitos básicos da juventude, mas de que eles sejam ampliados e acessados de forma irrestrita. Percebemos que a segregação espacial que existe na cidade é uma forma de afastar a juventude, em especial da periferia, dos poucos espaços de cultura e lazer que o município oferece. E nisso, a tarifa cara do transporte (que deveria ser público) tem um papel fundamental. Defendemos Tarifa Zero no transporte público do município.

3) Qual a sua proposta para Educação?


Nossa candidatura se compromete a cobrar do poder executivo o investimento de 30% do orçamento do município. A estrutura e a qualidade de ensino depende diretamente dos recursos existentes e, infelizmente, em nosso município sabe-se que a prefeitura não repassa para a Educação sequer o mínimo exigido por lei. A partir disso, poderemos falar em real valorização do professorado, garantia vagas em creches, atender adequadamente a demanda por escolas e incentivar o desenvolvimento das múltiplas inteligências para combater a evasão escolar.


4) A favor ou contra o Escola sem Partido?


Defendemos uma ação no legislativo municipal contra o projeto “Escola sem Partido”, a favor do pensamento crítico e de uma educação emancipadora que forme cidadãos aptos a viver na diversidade. Mais do que nos posicionar contra essa tentativa de censurar o livre pensamento, nos comprometemos a retomar dentro da Câmara a discussão sobre Debate de Gênero e Diversidade nas escolas, para uma educação que combata todas as formas de opressão e discriminação.