Maior festival estudantil da América Latina reúne jovens de todo o Brasil e proporciona experiências marcantes
Uma experiência inesquecível. Assim é participar de uma Bienal da UNE como um dos milhares de estudantes que se deslocam de todas as regiões do Brasil para se encontrar no maior festival estudantil da América Latina. A maioria vive sua primeira experiência no evento, realizado a cada dois anos pela União Nacional dos Estudantes.
O primeiro impacto é o tamanho: são mais de 10 mil pessoas vivenciando uma extensa programação que, entre mostras, painéis, debates, oficinas, shows, atos públicos e até passeios turístico-culturais chegam na casa das 150 atividades. O segundo é o conteúdo, pois o grande festival de cultura dos estudantes condensa importantes debates sobre política pública, sociedade, cultura, arte, universidade, identidade e futuro.
E, quem vem, leva consigo pra vida o aprendizado, as amizades e a luta, partes essenciais da vida estudantil. É o caso de Nicole Bonfim, estudante de letras da UFBA: “ Foi uma experiência incrível! Todos os estudantes universitários e secundaristas deviam participar”, disse, citando o Espaço CUCA como um grande atrativo. Além das atividades culturais, Nicole também ressalta a importância de poder falar de política e debater políticas públicas como a reforma universitária.

Nicole Bonfim /
Foto: Felipe Mendes
“Os debates são muito importantes porque todos podem escutar e levar pra sua universidade novas ideias”, refletiu Jhonatan Felipe, estudante da UFRN. Foi um desses debates que mais impactou Eduardo Albuquerque, presidente do CA de psicologia da UFG. “O primeiro painel, sobre tomar as ruas, foi marcante”, disse. Para ele, a Bienal foi um grande encontro de pessoas, conhecimento e cultura. Seu colega de CA, João Pedro, corrobora: “Além de conseguirmos compartilhar e agregar conhecimentos, a gente acaba conhecendo muita cultura”.

Eduardo Albuquerque (Centro) com colegas do CA / Foto: Felipe Mendes
Nicolas Gandhi e Ryhan Oliveira, que vieram de Garanhuns, no interior de Pernambuco, com o MST, contam que tentaram conhecer um pouco de cada atividade da Bienal e aproveitar ao máximo. “Infelizmente não dá pra curtir tudo”, lamentou Nicolas.

Nicolas (direita) e Ryhan (esquerda) / Foto: Felipe Mendes
Vindos do Crato, no Ceará, Carlos Magno e Nágila Nayane participaram da sua primeira Bienal. Nágila explica que a ação política está tomando corpo agora na Universidade Regional do Cariri, onde cursam biologia, e que a interação e troca que o evento proporciona fortalece a vontade de luta. Carlos resume: “Encontrar gente do Brasil inteiro que compartilha a nossa luta é revigorante”.

Nágila Nayane e Carlos Magno da UFRN / Foto: Felipe Martins
De todas as pessoas ouvidas pela reportagem, um consenso: estar daqui a dois anos novamente no maior evento organizado por estudantes da América Latina. A 14ª Bienal da UNE teve como mote ‘A rua é nosso palco principal’ e foi realizada entre os dias 29 de janeiro e 2 de fevereiro no Recife. Confira tudo sobre a eventos nas redes @uneoficial.
Por Felipe Mendes