Convidados alertaram sobre os perigos do entreguismo de Bolsonaro e destacaram o papel dos estudantes nessa luta
A postura de entrega das riquezas e empresas nacionais, assim como a subserviência do governo brasileiro aos Estados Unidos foram debatidos na tarde da última quinta (11) durante o 57º Conune.
O auditório do Centro Comunitário da UnB ficou lotado de estudantes atentos às explanações da vice-governadora de Pernambuco e presidenta do PCdoB Luciana Santos, do diretor nacional do MST João Pedro Stédile, do deputado federal pelo PSB João Campos, do vereador de Porto Alegre Roberto Robaina e do coordenador do MTST Guilherme Boulos.
“Esse é o governo mais vassalo e entreguista da nossa história. Nunca se viu um governo tão subserviente. Esse é o presidente que bate continência pra bandeira americana e que quer entregar nosso patrimônio, acabar com nossa riqueza, acabar com a Petrobras, acabar com os bancos de fomento brasileiros. Por isso a luta é urgente”, a alertou Luciana Santos.
Para o líder do MST, a UNE faz uma escolha acertada ao debater o tema da soberania nacional.
” A soberania nacional é muito importante para o povo brasileiro e a UNE sempre esteve a frente dessas lutas. Estar nas ruas é fundamental, pois o que está em jogo é a liberdade da nossa nação. Vamos agir feito colônia ou recuperar a nossa autonomia?”, indagou.
Segundo Stédile, nos próximos dia 8 e 9 de agosto, movimentos sociais irão montar um comite em defesa da soberania nacional no auditório Nereu Ramos, em Brasília.
A situação é grave
Boulos alertou para a gravidade da entrega da Base de Alcântara para os americanos.
” Vão deixar os Eua mandarem e desmandarem dentro do nosso território. Ainda há uma proposta de fazer uma exploração conjunta da Amazônia com eles. Isso é um atentado sem precedentes à soberania brasileira, mas não iremos arregar. Esse congresso mostra que estamos vivos e vamos seguir lutando pelo nosso país, por nossas riquezas e direitos”, disse