Pelo direito à vida digna e autodeterminação dos palestinos e palestinas 

No dia 30 de março de 1976, Israel anunciou mais um avanço e confisco das terras palestinas, dando continuidade ao processo de expulsão de inúmeros palestinos e palestinas de suas terras nativas iniciado com a Nakba (tragédia) em 1948, data da fundação do Estado de Israel. Este dia, contudo, não é marco apenas da violência da ocupação israelense, mas também da brava resistência palestina: milhares de palestinos, naquele 30 de março de 1976, mobilizaram-se para a defesa de seus direitos, realizando uma greve geral em protesto contra a ocupação do território palestino. Em resposta, as forças militares de ocupação israelense os reprimiram duramente, resultando na morte de seis jovens palestinos e milhares de feridos, além de centenas de pessoas presas.

O dia 30 de março ficou assim marcado no calendário de lutas do povo palestino – e de todos aqueles que o apoiam – como um dia que celebra a resistência palestina contra os horrores do colonialismo israelense, sendo também um dia dia para relembrar dos e das bravos e bravas lutadores que, devido à brutal perseguição e repressão, tombaram.

O 46º dia da terra

Este ano, celebramos o 46° Dia da Terra, e a Palestina segue ocupada. O avanço da colonização israelense nunca foi tão brutal, e toda a população palestina é submetida a um brutal regime de apartheid racial. Os assentamentos seguem sendo erguidos sobre terras confiscadas, Israel faz hoje mais de cinco mil presos políticos (dentre eles crianças). Gaza segue submetida a um cerco militar criminoso, e o direito de autodeterminação de todo um povo segue sendo negado política, jurídica e economicamente, utilizando-se de uma assombrosa força militar para isso. Com a pandemia da COVID-19 a situação da população palestina agravou-se ainda mais: foi negado seu direito à saúde, dentro e fora das prisões, de equipamentos de segurança (como máscaras); médicos e equipes de saúde encontram dificuldades (ou entraves) para entrar em terras palestinas, e até mesmo o acesso à vacina foi negado por Israel. A luta palestina é uma luta constante por resistência e sobrevivência mas também por uma vida digna e livre de opressão e exploração.

A União Nacional dos Estudantes soma-se ao povo palestino e à toda comunidade internacional nesta luta, compreendendo que os estudantes brasileiros têm um dever junto a todos os povos explorados e oprimidos do mundo: o da solidariedade irrestrita e do apoio. Devemos conscientizar, aqui no Brasil, sobre a situação palestina, lutando como podemos pela libertação deste povo, apoiando também os palestinos em diáspora no Brasil. O povo palestino retira forças do apoio crescente e militância da comunidade internacional para seguir em sua brava luta contra a colonização e apartheid israelenses.

Viva a Palestina livre! Viva a luta do povo palestino! Pelo direito à saúde do povo palestino!

Pelo direito à vida digna e autodeterminação dos palestinos e palestinas!

União Nacional dos Estudantes 

30 de Março de 2022. 

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