O mundo inteiro hoje se mobiliza na luta contra uma das maiores pandemias da história da humanidade. Já são mais de 4 milhões de infectados e 280 mil mortos pela COVID-19 ao redor do mundo.
Para que seja possível conter o avanço da nova doença, cientistas do mundo inteiro se colocam, desde a descoberta dos primeiros casos na China, na linha de frente das pesquisas para descoberta da vacina para imunização da população mundial ao novo Coronavírus.
No Brasil, os impactos da chegada do novo vírus são devastadores, tendo em vista o profundo nível de desigualdade social de nosso país e as dificuldades para a implementação das medidas recomendadas pela organização mundial da saúde (OMS), que aponta a quarentena e o não contato social como as principais medidas de combate a proliferação da COVID-19.
A crise sanitária se aprofunda a cada dia pelo fato de que o presidente Jair Bolsonaro adotou desde o princípio uma política negacionista da situação, fazendo pouco caso da nova doença com declarações onde classificou como “gripezinha”, além de fomentar manifestações contra as medidas de isolamento social. O presidente também trabalhou para dificultar a implementação da renda básica e realizou frequentes ataques às instituições democráticas, participando de manifestações com sua base, cada vez mais radicalizada, que clamavam o fechamento do regime. Enquanto o vírus se propaga rapidamente, temos que lidar com a irresponsabilidade de um presidente que desrespeita as mais de 11 mil vítimas do Corona vírus no país, representando uma verdadeira ameaça às nossas vidas.
A política nefasta de Bolsonaro não está apenas no discurso contra o isolamento social. O presidente tem atuado para desconstruir a nossa principal esperança no combate à doença: as pesquisas científicas, que em sua maioria são produzidas nas universidades públicas brasileira. Como centro de sua política, está a aplicação cortes de investimentos na educação e nos órgãos de pesquisa como o CNPQ. Vale lembrar que no ano de 2016 foi aprovada a EC 95 que instalou um novo regime fiscal e limitou o crescimento dos investimentos em saúde e educação por 20 anos, contribuindo para o sucateamento do sistema único de saúde (SUS) e da educação pública, que estão na linha de frente no combate à pandemia no Brasil. Por isso, nesse momento de crise sanitária é fundamental a EC 95 seja revogada para que tenhamos o investimento necessário nesses setores tão fundamentais!
Além disso, o governo se utiliza deste momento difícil da história brasileira para implementar seu projeto de combate o pensamento crítico, como apresentado na portaria Nº 1.122 do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que estabelece como prioritários projetos de pesquisa em cinco áreas, excluindo a área de humanidades.
Nós, estudantes, professores e demais trabalhadores da educação sempre construímos forte resistência às medidas autoritárias de Bolsonaro e seus ministro da educação, Abraham Weintraub, que demonstra desde o início do governo o seu descaso com as universidades públicas através das suas declarações, como a “como a “balbúrdia” colocada por ele nas universidades federais. Um exemplo disso foram os tsunamis da educação convocados pelas entidades estudantis (diretórios acadêmicos, diretórios centrais de estudantes, grêmios, UNE, UBES e ANPG), que se iniciaram em maio do ano passado, há um ano, e foram as primeiras grandes manifestações a colocar o governo federal nas cordas, reunindo milhões de pessoas nas ruas pelo Brasil inteiro em defesa de uma educação pública, gratuita e de qualidade.
É por isso que a UNE, em consonância com diversos setores da sociedade civil, convocou no dia 8 de maio um ato virtual pelo Fora Bolsonaro, que reuniu milhares de pessoas do Brasil inteiro nas redes sociais, chegando a ser um dos assuntos mais falados do dia.
E hoje temos um outro grande desafio pela frente: exigir o adiamento do exame nacional do ensino médio (ENEM). O Enem conta hoje com mais de 5 milhões de brasileiras e brasileiros inscritos, das mais diversas regiões e realidades pelo país, que tem algo em comum, o sonho de ingressar na universidade pública.
Porém, com todas as adversidades colocadas pela pandemia do novo Corona vírus, ficam cada vez mais latentes disparidades de condições de preparação entre os locais e camadas sociais no país. A maioria dos estudantes estão sem ter aulas em um ano tão importante, além de não ter condições mínimas de estudo em meio a quarentena, como acesso à internet, que ainda não é democratizado em nosso país, e local adequado em casa para estudo, além da falta de livros.
Todas estas condições criam um abismo entre aqueles que “nascem em berço de ouro”, onde podem ter todas as condições necessárias para se preparar para o exame, e as que não nascem e, portanto, não tem.
Diante desse cenário, nós que construímos os DCEs de diversas cidades do país, em conjunto com a União Nacional dos Estudantes, precisamos ser cada vez mais solidários com aqueles que não estão tendo condições de estudo para o ENEM, e ao lado de vários setores denunciar a política absurda, autoritária e irresponsável do ministro da Educação, Abraham Weintraub, ao decidir manter o calendário do ENEM como se estivéssemos vivendo um período de normalidade.
Esse é só mais um exemplo que Bolsonaro não pode seguir governando, sua saída do poder significará salvar vidas. Por isso, a construção do 15M também marcará a luta dos estudantes, aqueles que ano passado fizeram os primeiros atos de massas contra esse governo, na defesa do Fora Bolsonaro e da vida dos brasileiros.
#AdiaEnem
#Revoga EC95
#ForaBolsonaro
UNE
DCE UEVA
UEP CÂNDIDO PINTO
Mov. Eu Defendo a UFRPE
UEE MG
DCE UFF
UEE RJ
DCE UERJ
DCE UFOB
DCE UFSB
DCE UFRR
DCE UFPA
DCE UFMT/Araguaia
DCE UFRRJ
DCE UFV – Viçosa
DCE UFRJ
DCE UFT
DCE UFRN
DCE Livre UESPI
DCE UFMA
DCE UPE Prof. Paulo Freire
DCE Raul Amaro PUC-Rio
DCE UFABC
DCE UEMA
DCE LIVRE UNICSUL-SP
DCE UNIFESSPA
DCE IFCE
DCE IFAC
DCE FATEC CARIRI
UES STM-PA
DCE UESB-JEQUIÉ
DCE URCA- cariri
DCE UFCG
DCE UFPE Umberto Câmara Neto
DCE Quilombo dos Palmares – DCE UFAL
DCE UEMS
DCE UFG
DCE UFGD
DCE UFOPA
DCE UFES
DCE UFMT-Cuiabá
DCE UNIFAP
DCE UERN
DCE UFMT – Várzea Grande
DCE UFLA
DCE-LF Gestão “Diversidade em Luta!” – UNIFAL-MG
DCE Unicentro Guarapuava – Quilombo Paiol de Telha
DCE UEL – PR
DCE UFTM
CACS PUC-SP
DCE PUC Goiás
DCE UFSJ
DCE UFRGS
DCE Romana Barros UFERSA