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DIRETORIA LGBT DA UNE CONVOCA ESTUDANTES PARA AGENDA DE LUTA NO MÊS DE MAIO

A diretoria LGBT da UNE convida estudantes e coletivos de todas as faculdades e universidade do Brasil a construir agendas de luta no mês de maio – mês que a comunidade LGBT comemora a retirada o termo ‘homossexualismo’ na classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial de Saúde (OMS) e passa a reconhecer a ‘homossexualidade’. Leia nota oficial abaixo:

MÊS DE MAIO: MÊS DE LUTA LGBT

Todo dia é dia de luta, e o mês de maio é o mês em que a comunidade LGBT comemora a retirada do código 302.0, da Classificação Internacional de Doenças, na assembleia geral da Organização Mundial de Saúde – OMS em 17 de maio de 1990, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”. A nova classificação entrou em vigor entre os países-membro das Nações Unidas em 1993. Com isso, marcou-se o fim de um ciclo de 2000 anos em que a cultura judaico-cristã que enxergou a homossexualidade, primeiro como pecado, depois como crime e, por último, como doença.

A Diretoria LGBT da UNE entende que com a construção da equidade de oportunidades na educação dentro das escolas, faculdades e universidade, existirá meios para quebrar seus muros, dialogar com a comunidade e modificar o cenário social e do mundo do trabalho que ainda permanece LGBTfóbico. Combater a violência é criar instrumentos para combater a impunidade que acontece não somente com a população LGBT, mas, sem que estes instrumentos se constituíssem como controle sobre os corpos das pessoas.

Defendemos uma Reforma Universitária e lutamos para que estas contradições sejam superadas por um ensino emancipatório que permeie a reestruturação da matriz curricular no ensino brasileiro. Hoje ele é fundamentado pelo binarismo de gênero, ou seja, restrito ao conceito capitalista e heteronormativo construído para definir um único modelo de gênero que atrela o sexo biológico com as classificações de mulher e homem apenas.

Bandeiras de luta na construção nos espaços das Instituições de Ensino Superior – IES (Estadual, Federal e Particular), sinalizadas no 1º Encontro LGBT e da Diretoria da UNE:

> Aprovação e efetivação do Nome Social;

> Políticas de formação e capacitação para todo grupo da IES;

> Políticas de entrada, permanência e pós-graduação para a comunidade LGBT;

> Política de inclusão da diversidade de gênero e sexual nos currículos de todos os cursos;

> Políticas de combate à violência entre a comunidade da IES (estudante, docentes, técnicos, funcionárias/os) e pessoas externas, garantindo iluminação nos espaços da IES, segurança e ações que eduque e puna as violências cometidas, sejam elas físicas, psicológicas ou verbais (textos, falas e imagens);

> Políticas de Assistência Estudantil para comunidade LGBT, principalmente criar mecanismos que combata as violências sofridas nas Residências Universitárias;

> Políticas de criações de projetos de pesquisa e extensão sobre a comunidade LGBT, para além da coleta de dados, visando uma interação maior com as pessoas envolvidas nos projetos e que tenha a finalidade de acolhimento, assistência, orientação de saúde, educação e lazer, que promovam ações de empoderamento as pessoas LGBT. (ex.: Grupo de pesquisa e extensão que promove ações para alfabetizar a comunidade LGBT; Grupo de pesquisa e extensão que promovam atividades físicas para a comunidade LGBT);

Entendendo essa conjuntura social e capital a Diretoria sugere algumas ações para serem criadas ou fortalecidas neste mês de maio nos espaços das escolas, faculdades, universidades e sociedade nos Estados com diversos temas (saúde, educação, esporte, cultura, lazer, habitação, Direito a Cidade, etc.):

Seminários,

Palestras,

Debates,

Roda de Conversa,

Cine-Debate,

Panfletagem,

Atos,

Marcha,

Caminhada,

Corrida da Diversidade,

Festival de esporte LGBT,

Festival de Cultura LGBT,

Sarau de Poesia,

Shows…

Afirmamos a auto-organização como instrumento fundamental para construirmos nossas bandeiras e prioridades, para além do autorreconhecimento e espaço de solidariedade. Este princípio é alicerce para a ação desta pasta e a responsabilidade por construir um mundo livre de machismo, racismo, lesbofobia, transfobia, bifobia e homofobia é compromisso do conjunto da entidade. Mas, precisamos criar espaços mistos, onde apresentamos nossos conhecimentos, direitos e que as pessoas possam desconstruir seu conceito heteronormativo de sociedade e compreenda que todas as formas de amar são legítimas.

A UNE somos nós, nossas cores, nossa voz!

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