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DIRETORIA EXECUTIVA CHAMA PARA O 63º CONEG E APROVA MOÇÕES

A diretoria executiva da UNE aprovou na última sexta-feira (20/02) na sede das entidades estudantis em São Paulo a realização do 63º Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG) nos próximos dias 20, 21 e 22 de março de 2015 também na capital paulista. Durante o encontro foram aprovadas também três moções. Leia abaixo: 

ESTUDANTES EM APOIO À LUTA DOS TRABALHADORES 

2015 começou agitado com a mobilização de diversas categorias de trabalhadores, em defesa de seus salários, empregos e direitos. 

No Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), trabalhadores estão há mais de 3 meses sem salário e, no dia 11/02, protagonizaram um ato de coragem, ao fechar a Ponte Rio Niterói em manifestação. 

No dia 20/02, mais de 3 mil metalúrgicos da General Motors de São José dos Campos (SP) também entraram em greve. A luta é para impedir a demissão de quase 800 trabalhadores pela empresa. 

Como demonstraram os operários do ABC no início deste ano, e têm demonstrado os professores do Paraná, é possível vencer. A União Nacional dos Estudantes (UNE) apóia incondicionalmente estas lutas.   

Moção de Repúdio ao contigenciamento das verbas da Educação 

NENHUM CENTAVO A MENOS PARA A EDUCAÇÃO! 

A União Nacional do Estudantes repudia o contingenciamento anunciado de 7,04 Bilhões do Orçamento da Educação para 2015, esse que ainda não foi aprovado, demonstrado no artigo primeiro do decreto de número 8.389, lançado sete dias após a posse do governo, retratando a contradição da principal bandeira da “Pátria Educadora”. 

Essa política de avanço de cortes coloca em risco o cumprimento das metas conquistadas no Plano Nacional de Educação e a garantia de mais investimento para a educação pública, gratuita, inclusiva, universal e de qualidade. 

A Universidade Nacional de Brasilia ficou a beira de ter sua luz cortada, o Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro foi fechado e a Universidade Federal do Estado de São Paulo tem seus alunos formados sem estrutura própria. Todos os exemplos citados são provenientes da não execução do Orçamento do Ministério da Educação, que poderá ser radicalizado com o contingenciamento anunciados.

 A UNE repudia essa política econômica de austeridade fiscal que pode vir a trazer grandes prejuízos nas bandeiras já conquistadas. 

A União Nacional dos Estudantes convoca todos e todas para ocupar as ruas e universidades do Brasil para enterrar essa política de cortes nos setores estratégicos. 

TODOS E TODAS AO CONEG!

Todo apoio à luta dos professores e servidores estaduais do PR

CONTRA O ‘TRATORAÇO’, A ALTERNATIVA FOI O  OCUPAÇO!  

Os professores estaduais e outros setores do funcionalismo público do Paraná entraram em greve contra um pacote de ajustes que liquida direitos e conquistas históricas dos servidores públicos do estado. O Sindicato dos Trabalhadores de Educação do Paraná, a APP Sindical, juntamente com a União Paranaense dos Estudantes, UPE, a União Paranaense dos Estudantes Secundaristas, UPES e diversos DCEs e entidades estudantis estiveram na linha de frente da ocupação.

O governador tucano Beto Richa inicia ainda no fim de 2014 uma série de medidas que atacam a população trabalhadora e mais carente: aumento dos impostos de itens da cesta básica, do IPVA em 40%, da taxação de impostos sobre inativos e cortes no orçamento da Defensoria Pública.

Para o início de 2015, o governador reeleito propõe medidas que afetam todo o funcionalismo público estadual, em especial, os educadores, como corte de auxílio transporte dos educadores, teto para aposentadoria com regime complementar privado (fundo de pensão), utilização do fundo previdenciário (8 bilhões de reais) como orçamento regular do Estado, dentre outros ataques à educação superior e ao plano de carreira dos funcionários públicos.  

A situação chega ao limite quando Beto Richa promoveu o não pagamento da diária dos bombeiros e policiais da Operação Verão, a suspensão do pagamento do adicional de 1/3 de férias de todos os funcionários públicos, a demissão de 29 mil educadores e 10 mil funcionários contratados no regime PSS (sem o pagamento da rescisão), junto à redução do porte das escolas, com 2.400 turmas fechadas e falta de repasse do fundo rotativo para as escolas desde outubro, bem como sinaliza o fechamento de quatro Universidades Estaduais.

Enquanto isso, o governador passou a receber o maior salário entre os governadores do país, deputados estaduais reajustaram seus salários e juízes recebem auxílio-moradia no valor de 4,4 mil reais.

Na tarde de quinta-feira, 12 de fevereiro, a tropa de choque do governador demonstrou como os governos da ordem e do ajuste neoliberal pretendem solucionar a crise: com brutal repressão sobre os professores e servidores em greve no Paraná. O objetivo era instalar uma sessão para tentar aprovar de costas para o povo um amplo pacote de retirada de direitos.

A resistência de milhares de manifestantes em manter a ocupação da Assembleia Legislativa do Paraná provou que o povo só toma seu destino nas mãos quando luta. Por meio das greves e da ocupação, os/as trabalhadores/as e a juventude do Paraná arrancaram a primeira vitória do governo, ao suspender a sessão da assembleia que iria votar o pacote de ajustes do governo e forçar o governador a anunciar a retirada dos projetos da Assembleia.

A União Nacional dos Estudantes declara todo apoio a greve e a ocupação dos professores e servidores estaduais do PR! 

Abaixo a retirada de direitos!

Abaixo a repressão policial!

União Nacional dos Estudantes

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