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DIRETORIA DA UNE ABRE ENCONTRO EM SÃO PAULO E DISCUTE O PNE

Na noite de ontem (7/02), o auditório da Faculdade Paulista de Artes (FPA), em São Paulo, recebeu 85 militantes, vindos de todos os cantos do país, para a abertura da segunda reunião da diretoria plena da União Nacional dos Estudantes (UNE), para debater importantes pontos da pauta do movimento estudantil e a agenda da entidade para os próximos meses de gestão.

Abrindo o encontro, os professores Fernando Amorim e José Jorge Maggio e os diretores da UNE, Carina Vitral, Lucas Mello Braga e Estevão Cruz debateram o Plano Nacional de Educação. Durante o debate, foram apontados importantes fatores da conjuntura nacional e os principais desafios da implantação do PNE no país.

Foi consenso na mesa que ampliar os investimentos em educação é uma medida estruturante fundamental para construir um país desenvolvido: “Quem quer ser uma das maiores economias do mundo não pode deixar a educação para segundo plano. Educação tem a ver com soberania nacional de um povo”, começou Maggio.

Para o professor Fernando Amorin, a falta de qualidade do ensino brasileiro é resultado de um modelo econômico excludente. Ele ressaltou também a importância de se ter professores bem pagos usando a China como exemplo: “Lá, os profissionais mais bem pagos são os professores”.

Em sua fala, a diretora da UNE, Carina Vitral, enfatizou a posição da entidade na construção de um PNE, uma das principais pautas de discussão da UNE, que aprofunde as mudanças na educação do país: “Quem quer se educar tem pressa. Para os estudantes é uma oportunidade do país de planejar as políticas para os próximos 10 anos. Queremos que esse planejamento supere o gargalo histórico do Brasil”.

O diretor de Universidades Públicas, Lucas de Mello Braga, ressaltou a importância de colocar na pauta da discussão do PNE espaços de críticas e construção para outros modelos de sociedade. “O Brasil precisa se desenvolver e há uma escassez de mão de obra qualificada. Agora, o que precisamos questionar é o tipo de desenvolvimento que queremos para o país e o que estamos fazendo para alcançá-lo”.

Carina completou: “Queremos 60% dos jovens do ensino superior na universidade pública, a criação de um fundo nacional de assistência estudantil e a regulamentação do ensino privado com restrição do capitalismo estrangeiro. Isso diz respeito à soberania do país”.  

Por fim, Estevão, também diretor da UNE, fechou o debate enfatizando a construção para 2012 de agenda política que construa um debate qualificado e possa pressionar o governo na aprovação do PNE: “Precisamos aumentar nossa capacidade de incidir na pauta do governo”. 

Camila Hungria

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