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Memória

Honestino Guimarães

Período: 1971-1973

Honestino Guimarães nasceu no dia 28 de março de 1947 em Itaberaí, Goiás, e faleceu no dia 10 de outubro de 1973, assassinado pela ditadura.

Ingressou no movimento estudantil pela participação na Ação Popular (AP), organização clandestina originada de movimentos sociais católicos. Como líder estudantil na Universidade de Brasília (UnB), foi preso quatro vezes pela repressão antes de ser eleito presidente da Federação dos Estudantes da Universidade de Brasília (Feub). Em 1968, a UnB foi invadida para que se cumprisse um mandado de prisão contra ele e outras lideranças estudantis.

Depois da quinta prisão e da conclusão do curso de Geologia, em 1969, Honestino entrou para a clandestinidade em São Paulo. Foi eleito vice-presidente da UNE em 1969, na gestão de Jean-Marc von der Weid. Assumiu interinamente a presidência após a prisão de von der Weid e foi eleito presidente em 1971 no 31o Congresso da UNE, realizado na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

Foi preso em 1973, no Rio de Janeiro, pelo Centro de Informações da Marinha (CENIMAR), e desde então nunca mais foi visto. Em 1996, a família de Honestino recebeu o primeiro atestado de óbito que não dizia a causa da morte e, apenas em 2013, depois de instaurada a Comissão da Verdade, a declaração verdadeira veio à tona, justificando a morte de Honestino como consequência dos atos de violência que sofrera por parte dos militares.

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