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“É preciso cantar o que é nosso”, por Camila Ribeiro

Coordenadora do Cuca da UNE reflete sobre os últimos atos das Diretas Já e o que virá no 55º Conune

 

A situação do governo ilegítimo é insustentável, a legalidade que deveria ser assegurada ao povo brasileiro está nas mãos de quem ignora as leis e a soberania da vontade popular. A implementação a fórceps de uma acelerada marcha ré nas possibilidades de desenvolvimento, fortalecimento econômico e avanços nos níveis de justiça social que um país do tamanho do Brasil tem condições de atingir têm produzido um sentimento de indignação geral do povo brasileiro. Qualquer projeto para superação das crises política e econômica que não passe necessariamente pelo povo já nasce fracassado.

O imaginário coletivo está convulsionando no caos generalizado, mas permanece em constante disputa, e é preciso ampliar e diversificar radicalmente a nossa trincheira de luta. O cruzamento entre arte e política foi fundamental para o Brasil nos momentos mais decisivos da nossa história. E os avanços da concepção das políticas culturais estabelecidas pelo MinC na gestão Gil e Juca nos últimos anos ainda gera desdobramentos como o processo de reconhecimento da cultura enquanto movimento social diverso: Caminho sem volta. Não nos cabe pensar a cultura na luta política de forma protocolar ou como um acessório colorido isolado em si.

Nas últimas semanas o Brasil foi tomado por grandes manifestações pelas eleições Diretas, os atos organizados por artistas e que envolveu movimentos sociais, lideranças sindicais e personalidades politicas teve como protagonista a polifonia de vozes que clamavam pelo direito de eleger um novo programa político para o Brasil. Desde os primeiros sinais do golpe a cultura tem jogado um papel fundamental na luta em defesa da democracia e dos direitos sociais. Se de um lado existe uma crise gigantesca que assola o país, dessa mesma crise emerge um ecossistema complexo que reúne desde a diversidade dos movimentos culturais, experiências de mídias independentes aos sindicatos, movimentos populares e partidos políticos com o desejo sincero de se ampliar cada vez mais o campo de quem acredita na retomada da democracia.

É nesse contexto que a União Nacional dos Estudantes, nos marcos dos seus 80 anos, e com todo seu arcabouço de lutas em defesa do Brasil, da juventude e da democracia se abre para construir coletivamente com artistas e os movimentos sociais o ato Minas Pelas diretas. Um exercício…

“ Enquanto a nossa meta não for atingida

Continuamos gritando o nosso canto

Enquanto nossa música não voltar ao que é

Nós lutamos, faz escuro mas nós cantamos

O amanhã tá breve

Vamos cantar logo, logo o que é nosso

Porque mais que nunca

É preciso cantar o que é nosso”

*Camila Ribeiro é coordenadora do Circuito Universitário de Cultura e Arte da UNE e estudante da Uniso.

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