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Dia Mundial do Meio Ambiente

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Diretora de Meio Ambiente da União Nacional dos Estudantes, Samara Daniele, faz uma reflexão sobre a necessidade de educação ambiental 

Nesta semana comemorou-se o Dia Mundial do Meio Ambiente, e  saúdo todos os/as discentes, profissionais, estudiosos e cientistas que lutam pela preservação e sustentabilidade da nossa Terra, em especial, a Amazônia.
Quatro anos se passaram depois que a Rio+20 discutiu o Desenvolvimento Sustentável, Mudanças Climáticas, dentre outros temas, bem como o impacto que tais mudanças causam, pois há um impasse, uma influência das grandes indústrias e corporações sobre o governo e com isso uma pouca visibilidade de consumo sustentável.

Em 2015, sentimos na pele um dos piores acidentes de impacto ambiental, material e socioeconômico da história do nosso país ocorrido em Mariana (MG) onde uma mineradora liberou cerca de 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração com rompimento de uma barragem, que eram formados, principalmente, por óxido de ferro, água e lama. Apesar de não possuir, segundo a empresa Samarco, nenhum produto que causa intoxicação no homem, esses rejeitos podem devastar grandes ecossistemas. Como está sendo a nova rotina de moradores e agricultores daquela região afetada? E as vidas que foram ceifadas? Cabe a quem recorrer?

Uma questão antiga que retorna aos debates atuais é o lixo se transformar em riqueza, por meio da economia solidária que é uma alternativa inovadora na geração de trabalho e na inclusão social, na forma de uma corrente do bem que integra quem produz, quem vende, quem troca e quem compra. Seus princípios são autogestão, democracia, solidariedade, cooperação, respeito à natureza, comércio justo e consumo solidário. Vale ressaltar que apesar dessa possibilidade, o brasileiro joga fora cerca de R$ 8 bilhões por ano, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Destinar aquilo que gera impacto no meio ambiente para uma cooperativa de catadores, gera renda. Para romper paradigmas é preciso educar, conscientizar a população.

Há outro debate que está sendo posto e que todos nós sabemos, a água que consumimos e que garante a nossa existência, mas nem todos sabem que é nossa responsabilidade garantir a sua existência. Por isso mesmo, nesse momento da nossa jornada, estamos sendo desafiados a nos aprofundar nos mistérios dessa relação com a água. Estamos aprendendo a duras penas que sustentabilidade é uma questão de vida ou morte.

Nesses três eixos acima, se faz necessário a discussão da Educação Ambiental nos processos em que o indivíduo e a coletividade constroem valores sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências voltadas para a conservação do Meio Ambiente, bem de uso comum do povo, essencial à qualidade de vida e sua sustentabilidade. Esse conceito consta na lei 9.795, de 1999, que define a Política Nacional de Educação Ambiental. Segundo a política, a educação ambiental é um componente essencial e permanente da educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não formal.

Dessa forma, a União Nacional dos Estudantes como um veículo de lutas sociais e bandeiras do movimento estudantil ressalta a importância deste debate nas universidades, pois é um ambiente onde a juventude brasileira tradicionalmente se organiza em torno de visões, opiniões e vontades comuns. Debater a educação ambiental nas bases das universidades é como um processo de educação política porque busca formar para que a cidadania seja exercida e para uma haja uma ação transformadora a fim de melhorar a qualidade de vida da coletividade. Precisamos estar atentos a este debate que perpassa por reeducar e sensibilizar a nossa roda de convívio diária e a população brasileira de modo geral, para que não sejamos os responsáveis por duras consequências daqui a uns anos, e sim, protagonistas de um novo amanhã com mais responsabilidade e consciência eco sustentável.

*Samara Daniele é diretora de Meio Ambiente da União Nacional dos Estudantes.

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