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“Colorir as universidades e o Brasil na luta em defesa da democracia”

Diretor LGBT da UNE, Nilson Júnior e Gabriel Campelo, estudante da UFC falam sobre desafios e conquistas dos LGBTs e convocam estudantes para 3º Encontro LGBT da UNE em Maio
No país que mais mata pessoas LGBT no mundo, a realidade da nossa população fica cada vez mais difícil dentro das universidades, sobretudo, através de um verdadeiro descaso com as políticas educacionais para as LGBT estudantes.
No ano de 2017 acompanhamos uma série de agendas que contribuíram para os retrocessos dos direitos LGBT e da nossa democracia. A política de cortes implementada pelo governo golpista de Michel Temer (PMDB) e do Ministro da Educação Mendonça Filho (DEM) tem criado uma grande crise orçamentária nas universidades e institutos federais de todo o Brasil, da qual já podemos sentir. Estes cortes atingem diretamente a assistência estudantil, qual teve um redução de 3,15% no Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES).
Se já não bastassem apenas os retrocessos na educação pública, vemos ainda um grande avanço do conservadorismo no País, que tem trazido muito ódio e violência para dentro da política. Contudo, apesar do avanço do conservadorismo, também alcançamos conquistas através de nossa luta em acontecimentos recentes, como a aprovação das cotas para trans para pós-graduação da Universidade Federal do Cariri (UFCA) no Ceará, mostrando que também é possível construir políticas de reparação para a população LGBT.
Na América Latina, logo nos primeiros dias do ano, a Corte Interamericana de Direitos Humanos determinou recomendações sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo/gênero, determinando igualdade em relação ao de pessoas heterossexuais e sobre questões referente a identidade e gênero, recomendou o reconhecido em registros civis. Esta medida serve para os países da América Latina signatários da entidade, incluindo o Brasil.
Em 2018 teremos grandes desafios e muitas lutas para as pautas que garantem os direitos da população LGBT.  É esperado que o Senado vote o Projeto de Lei n° 612, que garante a realização de casamentos homoafetivos. Outra pauta a ser votada que também afeta diretamente a vida das pessoas LGBT será a Reforma da Previdência, um projeto extremamente ardiloso, que retira direito das populações mais pobres, especialmente as camadas mais marginalizadas da sociedade. Por isso, é necessário que as LGBT estejam atentas e organizadas, pressionando para a aprovação de leis e políticas públicas, fortalecendo as lutas contra as retiradas de direitos.
Se por um lado a nossa presença nas salas de aula são uma grande conquista, a garantia dos nossos direitos na sociedade brasileira é a partir da resistência, e, por isso, é essencial que possamos entender que nosso acesso, permanência, dignidade e respeito dependem, sobretudo, do tamanho da nossa mobilização em defesa da Educação, das Universidades, dos Direitos LGBT e contra o governo golpista de Michel Temer.
São nestes marcos de luta e resistência que a Diretoria LGBT da UNE convoca todas e todos a lutarem pela democracia e também se mobilizarem para do 3º Encontro LGBT da UNE, que será realizado no primeiro semestre de 2018, em maio, no mês Internacional contra a LGBTFOBIA. A proposta do encontro é de mobilizar todas as regiões do País para propor e debater os rumos da Educação no Brasil e os rumos dos direitos LGBT na América Latina.
O Encontro acontece em um ano muito importante para o Brasil, por isso, a expectativa é de que também seja mais um polo de defesa de nossos direitos e da Democracia, somando forças e mobilização a outras iniciativas da União Nacional dos Estudantes, como a UNE Volante que acontece também no primeiro semestre de 2018.
*Nilson Florentino Júnior é diretor LGBT da UNE e estudante de Licenciatura em Educação do Campo da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA).
 *Gabriel Campelo é estudante de Agronomia da Universidade Federal do Ceará (UFC).
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