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“A Luta das Entidades Estudantis dentro da UNIP” por Márcio Bico

Márcio Bico, presidente do DCE da Unip reflete em artigo como a inclusão social e a permanência estudantil, refletiram no mercado de trabalho

Começamos a nossa gestão com muita força de vontade e somente após várias discussões, sobre como garantir a inclusão social de fato na vida dos estudantes e sobretudo a permanência estudantil. Nossa maior preocupação foi lutar por uma política de inclusão, mas sem se perder de vista a qualidade de ensino e ao mesmo tempo garantir a valorização do tão sonhado diploma universitário, uma vez que nada adiantaria o estudante ir para o mercado de trabalho com um diploma universitário sem a devida valorização.

Por sabermos que uma camada significativa de estudantes são oriundos das classes menos favorecidas e veem da rede de ensino público que, infelizmente, ainda apresenta uma deficiência muito grande no que tange à qualidade de ensino, tínhamos que pensar em conjunto uma maneira de apresentar uma proposta de inclusão social, através da Política de Permanência Estudantil. A primeira iniciativa das entidades estudantis foi passar um abaixo-assinado em vários Campi da Unip para colher assinaturas para conquistar o Passe Livre Estudantil, que hoje é uma realidade em São Paulo principalmente.

Outra reivindicação, foi facilitar o pagamento das DPs (dependências). Verificando o grande número de reprovações em disciplinas, o DCE solicitou à universidade a adoção de uma nova política de cobrança de DPs, visto que os alunos não conseguiam realizar o pagamento, em acordo com a UNIP, foi limitado o número de dependências a serem cobradas, ou seja, mesmo que o estudante tenha muitas DPs, ele paga no máximo por duas.

Além disso, em conjunto com a UNE e UEE-SP, nos dedicamos a atender a outra reivindicação dos estudantes. As reprovações que excediam o número de dependências permitido pelo regimento da UNIP faziam com que os alunos perdessem o contato com os seus colegas de turma, tivessem que ingressar em diferentes grupos de estudo e trabalho e rompessem laços de amizade desenvolvidos no contato diário. A mudança repentina de classe provocada pelas reprovações aparece como um fracasso, desmotiva os estudantes e termina por criar um ciclo vicioso no qual eles participam menos das atividades escolares, aprendem menos, faltam mais, ficam em novas DPs, perdem a esperança de conseguirem terminar o curso, trancam a matrícula e põem a perder todo o processo que os trouxe para a universidade.

Com esses fortes argumentos e grande apoio da UNE em 2011 conquistamos a implantação de um regime de matrícula, o Regime Tutelado, que permite que o aluno permaneça com sua turma de origem até o final do curso e que tenha depois mais tempo para concluir as disciplinas em dependência, que, uma vez eliminadas, permitirão colar grau, não havendo cobrança nas atividades do curso realizadas após o tempo mínimo de integralização do curso.

Diante dessas grandes conquistas, através de lutas de todos nós do movimento estudantil brasileiro, voltadas à inclusão social, à qualidade de ensino e sobre tudo à valorização do diploma no mercado de trabalho, os estudantes da UNIP, pelo 5º ano consecutivo estão entre os preferidos pelo Mercado de Trabalho, segundo o Ranking Universitário da Folha de São Paulo. O levantamento  entrevistou mais de 2.222 responsáveis pela contratação de profissionais no mercado de trabalho ou seja, grandes empresas, consultórios médicos, academias, hospitais, firmas de construção civil entre outras. Vale destacar que os entrevistados listam três instituições cujos alunos teriam preferência numa eventual contratação e os estudantes da UNIP tem se destacado, ou seja, estávamos mais que certos em nossas reivindicações que hoje beneficiam de fato todos os alunos da instituição.

Após essas excelentes conquistas, o DCE foi inclusive objeto de inúmeras homenagens por parte dos estudantes, inclusive nas colações de grau e devido esse real apoio dos estudantes e das entidades estudantis, nossa gestão foi reeleita em 3 oportunidades.

Para o próximo período, após o triste anúncio de cortes significativos em programas sociais e fundamentais para dar continuidade à política de inclusão social em todo o país, nossa gestão entende que devemos continuar firmes na luta ao lado da UNE, cobrando e pressionando o Governo Federal para que amplie ainda mais os programas de apoio aos estudantes e acima de tudo, fiquem atentos às suas necessidades, fortalecendo o  Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) conquistas sem precedentes na história da educação do país.

*Márcio Bico é presidente do DCE da UNIP.

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