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XIX Plenária do FNDC elege nova coordenação e diz não ao golpe

25/04/2016 às 17:30, por Da Redação.

Evento aconteceu de 21 a 23 de abril na capital paulista

A XIX Plenária do Fórum Nacional de Democratização da Comunicação (FNDC), que aconteceu de 21 a 23 de abril, em São Paulo, elegeu a jornalista Renata Mielli, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, como nova coordenadora e rechaçou a tentativa de golpe em curso no Brasil.

“Estamos em um momento difícil e a luta pela democratização é central para denunciarmos ao mundo o que nós estamos vivendo aqui”, falou a coordenadora eleita.

O evento reuniu cerca de 150 participantes, entre delegados e observadores e também elegeu, além da nova coordenação executiva, os conselhos deliberativo e fiscal para o biênio 2016-2018.

As outras entidades escolhidas para ocuparem as secretarias foram: Intervozes, responsável pela secretaria geral; Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), pelas finanças; CUT, com organização; Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), responsável pela comunicação; Confederação Nacional dos Trabalhadores em estabelecimento de Ensino (Contee), com formação; Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (Fitert), responsável pelas políticas públicas.

GOLPE NÃO!

Foi consenso entre os participantes que os conglomerados da imprensa nacional exercem papel central na crise política, que culminou com a admissão do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, pela Câmara, no último domingo (17).

Para Rosane Bertotti, ex-coordenadora do FNDC, há um movimento de unidade entre os grupos de telecomunicações e radiodifusão para fortalecer o grupo oposicionista, liderado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o vice-presidente, Michel Temer.

“Antes, as teles e a radiodifusão atuavam cada uma para o seu lado. Agora, estão cada vez mais unidas no apoio ao golpe em curso, junto, inclusive, com o Judiciário”, analisou. “Com o avanço da conjuntura, fomos percebendo essa intenção como algo cada vez mais distante. Se conseguirmos reverter esse golpe, não podemos mais aceitar um governo que não executa a pauta para a qual foi eleito”, falou.

Para os participantes do evento, o tratamento hostil dos grandes meios não só ao governo, mas aos movimentos sociais e a toda e qualquer iniciativa social de contraponto ao modelo liberal requer do movimento de defesa da democratização da comunicação estratégias de atuação cada vez mais incisivas.

Para o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), ainda é possível reverter a tentativa de impeachment, pois ele considera que a resistência no Brasil terá desdobramentos em toda a América Latina. “Denunciar o golpe é uma luta que vai além das nossas fronteiras e é fundamental para a resistência no plano internacional. A aliança golpista, composta por corruptos, traidores, torturadores e defensores do grande capital, nos impôs uma derrota política importante. A batalha, no entanto, está em curso no Senado e acho que não devemos dá-la por perdida”, afirmou.

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