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Universidades paulistas propõe reserva de vagas para indígenas e refugiados

05/09/2017 às 16:23, por Redação com UEE-SP.


Unicamp e UFABC propõe importantes inserções na reserva de vagas para os próximos anos

A Universidade de Campinas (Unicamp) apresentou na última quinta-feira (31) uma proposta de mudança no vestibular que abre ainda mais o acesso a universidade: cotas, Enem, vestibular indígena e vagas para medalhistas de competições científicas. Pela nova proposta 80% das vagas deveram ser escolhidas pelo vestibular e 20% pelo Sisu via Enem. Das vagas do vestibular 15% vão para candidatos autodeclarados negros e pardos e do Sisu metade atingindo um total de 25%.

As mudanças são indicações do grupo de trabalho escolhido para discutir o tema e a decisão final acontecerá na reunião do Conselho Universitário em Novembro. Se aprovadas as novas regras valerão para ingressantes a partir de 2019.

No caso dos indígenas a ideia é um vestibular específico para que eles disputem vagas entre candidatos com saberes similares com a reserva de até duas vagas não preenchidas na primeira chamada em 16 cursos como medicina, farmácia, enfermagem, engenharia agrícola, comunicação social entre outros. Serão admitidos candidatos autodeclarados indígenas e que possuam vínculo com sua comunidade.

“É muito bom ver uma universidade importante como a Unicamp atualizando a suas formas de acesso. Quando a gente vê universidades importantes aderindo ao Enem e cada vez mais as cotas, se somando a esse coro da sociedade que está ganhando a opinião pública de que as cotas são fundamentais na democratização do acesso, é um avanço muito importante que a UNE comemora muito”, destacou o 1º diretor de Universidades Públicas da UNE, Leonardo Guimarães.

Na mesma direção a Universidade Federal do ABC (UFABC) aprovou de Julho durante reunião do Conselho Universitário a proposta de cotas para refugiados no acesso da Universidade.

A partir do próximo ano serão reservadas 2 vagas em cada curso, por turno, para refugiados do país. O acesso também será via Enem com seleção via SISU e 50% dessas vagas serão voltadas para os candidatos em situação de vulnerabilidade social, que não tenham renda familiar per capita superior a um salário mínimo e meio.

Conforme informações da comunicação da universidade, o Bacharelado em Ciência e Tecnologia terá oito e no Bacharelado em Ciências Humanas oferecerá outras quatro.

Os candidatos deverão apresentar documentação que comprovem a situação de refúgio no Brasil, indiferente dos fatores que o levaram a deixar o país. Os estudantes também terão direito às políticas de assistência e permanência estudantil, o que é muito importante por conta das condições que imigrantes vivem.

De acordo com Bianca Borges, estudante de Direito da USP e vice-presidenta da UNE em São Paulo, a reserva de vagas para refugiados mostra o cumprimento de compromissos institucionais – a dignidade das pessoas e o acesso à educação- e de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil, como a Declaração Internacional de Direitos Humanos. ” Acredito que o pioneirismo da UFABC nessa modalidade de cotas no acesso seja um precedente importante para a ampliação dessa discussão nas demais universidades públicas”, afirma Bianca.

 

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