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Unidade para defender a democracia e combater o retrocesso

01/08/2015 às 13:47, por Bruno Huberman.

Debate sobre a conjuntura no Brasil e no mundo abriu o 1º Seminário de Gestão da UNE

O 1º Seminário de Gestão da UNE foi inaugurado na manhã deste sábado (1º) na sede da Apeoesp, no centro de São Paulo, com um debate sobre a conjuntura política e econômica no Brasil e no mundo. O evento, que conta com a presença de todos os membros da diretoria, tem como missão definir as diretrizes da nova gestão da entidades para os próximos dois anos.

Participaram do debate a ex-presidenta da UNE Vic Barros, o ex-diretor da entidade e dourando em sociologia Tiago Aguiar e o integrante do MTST Josue Rocha. Todos convocaram os estudantes, a juventude e os movimentos sociais a se unirem para defender a democracia brasileira, combater o retrocesso e disputar a insatisfação da sociedade.

A presidenta da UNE, Carina Vitral, abriu o evento lembrando os dois primeiros meses de gestão, quando os estudantes ocuparam o Ministério da Fazenda e o Congresso Nacional, em Brasília, contra os cortes na Educação e o retrocesso, simbolizado pela redução da maioridade penal. “Esta é a UNE combativa que lutará em defesa da democracia e contra o conservadorismo no Brasil”, declarou Carina.

UNIDADE PARA DEFENDER A DEMOCRACIA

Para a ex-presidenta da UNE Vic Barros, os estudantes e a juventude brasileira devem ter como prioridade a união para barrar o avanço do conservadorismo e barrar o retrocesso no país.

“Nós vivemos um novo equilíbrio de forças, que nos faz comemorar barrar retrocessos, como a redução da maioridade penal, e não avanços, como os 10% do PIB para a educação“, analisou Vic, em comparação ao período anterior do país, marcado por muitas conquistas para a sociedade brasileira, principalmente para a educação.

Ela chamou atenção para o avanço da direita, que ocupa as ruas e ameaça a democracia brasileira, pressionando pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

“Defender a democracia é o primeiro desafio que precisamos enfrentar. Nós queremos uma agenda que valorize a educação, a saúde e que defenda a Petrobras. Nós precisamos formar uma frente ampla com os movimentos populares e os partidos políticos para apontar como rumo o enfrentamento da agenda conservadora e a construção de uma agenda formada por reformas populares. Nós precisamos de muita unidade neste momento”, convocou a ex-presidenta da entidade.

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UNIDADE PARA COMBATER O RETROCESSO

Tiago Aguiar ressaltou em sua fala as polarizações que cada vez mais se tornam latentes na sociedade brasileira, em que a juventude surge como um importante ator progressista.

“A UNE deve se posicionar contra qualquer tipo de retrocesso, pois a juventude é dos setores mais democráticos e progressistas da sociedade. Ela é a favor do casamento igualitário para todos, contra a lgbtfobia, contra o machismo, contra o racismo e pela legalização da drogas”, destacou.

Ele vê como a principal agenda para o movimento estudantil o combate ao ajuste fiscal e os cortes na Educação que o governo federal tem aplicado desde o início do ano. E também barrar a agenda conservadora capitaneada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“Está se abrindo um novo momento de polarização no país que nos exige mais ação e nossa principal ação é impedir que se desmonte a educação pública no país através dos cortes de mais de R$ 10 bilhões no orçamento. Se deixarmos, as universidades vão fechar sem dinheiro para limpeza, sem recursos para pagar o salário de professor. Os estudantes devem fazer uma jornada de lutas unificada para barrar o retrocesso, a terceirização e a redução da maioridade penal”, afirmou Tiago.

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UNIDADE PARA DISPUTAR A SOCIEDADE

Integrante do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto, Josue Rocha destacou a necessidade se formar uma frente popular para se combater o ajuste fiscal e disputar a insatisfação popular com a direita que tem ido para as ruas.

“É claro que com neste cenário de ajuste, a população se coloca contra. Através desta frente, nós devemos pautar de maneira clara a nossa crítica ao ajuste propondo alternativas, como a auditoria da divida pública e a taxação das grades fortunas, que são formas de ajuste que foram esquecidas. Desta forma, disputar a insatisfação popular com a direita”, observou Josue.

Para ele, esta disputa deve incluir a defesa da democracia e do mandato da presidenta Dilma.

“A crítica que a direita faz assumindo esse discurso de ‘Fora Dilma’ acontece para ampliar o ajuste econômico. Este discurso que é contra o PT, é também contra toda a esquerda, contra toda pauta progressista. Nós devemos criticar o governo, mas ao mesmo tempo defender o mandato, defendendo a democracia”, concluiu o membro do MTST.

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