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Unidade necessária para a que a UERJ resista

17/08/2017 às 14:09, por Redação.


UNE se posiciona sobre a situação alarmante de uma das principais universidades do país

No auge da sua crise econômica as atividades da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) foram suspensas no último dia 31 de julho, após a reitoria avaliar que não havia condições de funcionamento. Apesar da situação alarmante a comunidade da UERJ não parou de resistir e lutar contra o desmonte da educação pública no Estado.

Leia a nota da UNE sobre os desdobramentos:

UNIDADE NECESSÁRIA PARA QUE A UERJ RESISTA

A situação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) vem ganhando repercussão nacional em meio a uma crise das universidades estaduais por todo o Brasil. Pioneira do sistema de ações afirmativas sociais e raciais, a UERJ é marcada pela luta em busca democratização do acesso à universidade, e por um histórico de subfinanciamento por parte de sucessivos governos do estado.
Com o acirramento da crise fiscal do estado, a situação de precariedade se acentuou na universidade. Professores, funcionários e terceirizados sem receber, bolsas atrasadas, restaurante universitário fechado, semestres paralisados por ausência de condições de funcionamento e tantos problemas vem mobilizando a comunidade acadêmica.

A comunidade da UERJ não parou de lutar em defesa da universidade. Foram atos, paralisações, caminhadas, greves, ocupações, articulações no legislativo e executivo. O papel do movimento estudantil e social é de dar esperança à comunidade acadêmica, enfrentando inclusive as manchetes sensacionalistas que querem enterrar a universidade de vez. Por isso, a UNE valoriza e saúda os estudantes e servidores que estão em greve e em luta contra o laboratório que se tornou a Universidade e o estado do Rio de Janeiro das maldades do Temer e do Pezão.

Recentemente, um grupo de professores da faculdade de Direito da UERJ, alguns ministros do STF, vem apresentando como alternativa para a crise estrutural a transferência do curso de Direito para um prédio do Tribunal de Justiça do RJ, contando ainda com verbas de manutenção do TJ. Em troca, a UERJ ofereceria vagas na pós-graduação para magistrados, uma verdadeira cota-juiz na pós. Essa proposta de transferência vem trazendo uma cisão na comunidade acadêmica e gerando grandes debates.

Diante disso, é fundamental posicionar que a única forma de enfrentarmos essa crise é com a UERJ unida. Por isso, qualquer saída que leve ao fracionamento da universidade caminha para o enfraquecimento da luta, em especial quando o debate da transferência não passa pelas instâncias de decisão da própria universidade, como o Conselho Universitário.

A UERJ vai precisar de todas e todos. Por isso, é de se estranhar que muitos professores que por anos subestimaram as mobilizações e movimentos grevistas em defesa da UERJ, se utilizem agora de seu prestígio no judiciário para uma saída que só “resolve” um curso. Ainda, o TJRJ que hoje oferece a ajuda, foi o mesmo que, poucos meses atrás, alegou que servidores estaduais sem receber 4 meses de salário se tratava de mero aborrecimento, indigno de dano moral.

Sem dúvida, o culpado dessa cisão é o governo estadual de Luiz Fernando Pezão (PMDB). A crise e a desesperança criam situações de divisão na UERJ que, para ser superada, precisa de amplo e democrático debate, não só na faculdade de direito, como em toda universidade.

É fundamental pontuar que seria absolutamente antipedagógico aos demais cursos da UERJ a sinalização de que a crise da universidade se supera batendo em retirada e oferecendo favores como vagas na pós-graduação em troca de estrutura. Ainda mais quando os favorecidos do judiciário, em meio a essa histórica crise, permanecem recebendo em dia seus altos salários, muitos inclusive acima do teto constitucional.
A universidade pública brasileira resistirá e permanecerá gratuita. As crises testam a comunidade acadêmica mas a disposição à luta não nos faltará.

#UERJresiste
#PeloDireitoDeSerUERJ

União Nacional dos Estudantes

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