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Unidade contra a redução em São Paulo

08/07/2015 às 16:50, por Sara Puerta .

Mais de 8 mil jovens afirmam que essa luta ainda não acabou

Mesmo em uma noite de inverno chuvosa, como a de ontem à noite (07.07), 8 mil pessoas surpreenderam e mostraram que não falta disposição para a luta em São Paulo, e marcharam do MASP à Praça Roosevelt contra a redução da maioridade penal. Esse foi considerado o primeiro grande ato unificado na capital e contou com diversos movimentos sociais, jovens estudantes secundaristas e universitários e as entidades estudantis UEE-SP, UNE, UBES e UPES.

Flavia Stefanny, eleita presidenta da UEE-SP no último dia 28 , comemorou a presenças da milhares de pessoas, e anunciou a campanha “#anulastf”, para a revogação da “manobra” insconstitucional realizada pelo presidente da Câmara Eduardo Cunha na semana passada, e que colocou a redução novamente para ser votada, mesmo tendo sido barrada um dia antes.

“Esse é o estopim para uma vitória histórica contra o Eduardo Cunha e a câmara mais conservadora que elegemos nos últimos tempos. Com tantas pessoas presentes e movimentos sociais fica claro que a saída para vitória popular é à esquerda e nas ruas”, falou Flavia.
Mara Lucia da Silva, da Marcha das Mulheres Negras, que esteve presente ato, conta que a organização do grupo tem aumentado justamente para conter o governo racista que pretende condenar os jovens à prisão, principalmente a juventude negra.

“Estamos intensificando nossa lutas em atos e debates, para enfim barrar a redução e criar medidas públicas para promover igualdade social”, diz.
O estudante de licenciantura em História da Uninove, Maurício Lahan Junior, esteve em Brasília na semana passada e ontem também participou da manifestação. “Os debates públicos nas escolas e universidades e eventos desse porte, com grande adesão, são muito mais proveitosos, do que aqueles embates na internet, por exemplo, que são discussões que geram mais resistência. O ambiente conta muito e as pessoas ficam mais abertas a ouvir”, contou o universitário, que organiza ações para o debate sobre a redução, junto com professores da universidade.

“O foco tem que ser a Juventude, para abrir seus corações e mentes, sobre os danos da redução e a necessidade de investimentos na educação”, avalia.
O secundarista Manuel Souza, terceiro ano do ensino médio integral do Colégio Culto à Ciência, de Campinas, viajou para a capital para participar e afirma notar que a juventude tem aumentado o posicionamento contra a redução, principalmente no nível médio. ” Ficou claro o ‘Golpe’ de Eduardo Cunha e estamos totalmente contra. Além disso, repudiamos a preferência em investimentos em encarceramento, que vai aumentar a violência e exclusão nas periferias, do que na educação, que está totalmente sucateada no estado de São Paulo”, declarou ele.

Outras capitais também reuniram milhares de jovens em mobilizações contra a redução como Porto Alegre, Rio de Janeiro e Brasília.

Vai Crescer!

Fernanda Marques Souza, uma das organizadoras do evento, considerou o ato bastante positivivo e ficou clara que barrar a redução da maioridade penal é uma pauta unitária entre a esquerda, e com isso há muito mais possibilidades de vitória. “A unidade foi o grande destaque desse imenso ato considerado o pontapé para uma série de outras manifestações que irão seguir”.

Melissa Carla Silva, da “Frente Nacional Contra a Redução”, grupo que também construiu o ato, e esteve presente desde os primórdios da discussão em 2003, sente o crescimento do apoio popular. “Dia 13 de julho, no Vale do Anhangabaú, já há mais um ato marcado, com a participação do movimento estudantil e diversos movimentos sociais e a expectativa é que seja ainda maior, com isso vamos ampliando a discussão sobre o tema, trazendo mais cobertura à essa agitação da sociedade contra a redução, incluindo na grande imprensa”.
Saiba mais sobre o ato do dia 13/07: https://goo.gl/Yy3svX

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