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União fortalece a luta negra no Conune

16/06/2017 às 21:58, por Renata Bars / Foto: Alexandre Rezende.

Estudantes pediram por igualdade racial
Foto: Alexandre Rezende

Debate na UFMG reforçou o combate ao racismo e aos retrocessos

Povo negro unido é povo negro forte. O grito de guerra dos estudantes pela igualdade racial, ouvido em diversas manifestações e atos nas universidades do país foi ouvido também nesta sexta (16) no 55º Conune em Belo Horizonte. Os jovens e os convidados do debate ‘’Conquistar direitos e afrontar o racismo’’ refletiram sobre a luta da juventude negra em meio à atual retirada de direitos.

‘’A PEC 55, política do governo golpista de corte de gastos, tem como ideia de fundo nos expulsar, nos tirar dos espaços que conquistamos com muita luta, como as universidades que hoje são pintadas de povo negro.  Não vai dar para manter bandejão, residência estudantil, bolsas permanências e uma série de coisas fundamentais se cortarem os gastos. Mas nós seguiremos fortes e vamos construir uma ofensiva nas passeatas e nas greves nacionais e dizer que não aceitamos nenhum direito a menos para o povo negro’’, enfatizou Ângela Guimarães, presidenta da União dos Negros pela Igualdade (Unegro).

A vereadora de Niterói pelo PSOL Talíria Petrone destacou a importância da união para o fortalecimento do povo negro. ‘’Para enfrentar os retrocessos precisamos estar unidos. É muito bonito ver esse Congresso, onde estudantes de diversas correntes políticas se unem para construir caminhos para enfrentar o que nos extermina. Que bom estar discutindo política com gente preta’’, comemorou.

POVO QUE RESISTE

A jornalista Flávia Oliveira trouxe para o debate o histórico de resistência da população negra. Ela resgatou suas próprias raízes ao realizar um exame de DNA e descobrir seus ancestrais: as mulheres de Guiné Bissau.

Número de mortes da juventude negra é alarmante

‘’Isso me emociona muito porque essas mulheres vieram pra cá há mais de 400 anos e mesmo usurpadas de todos os direitos mantiveram seu compromisso com a vida. E eu quero que vocês saibam que nós, enquanto povo negro, não estamos sozinhos. Estamos vivos e combatentes há mais de 500 anos só desse lado de cá do Oceano Atlântico. A gente está aqui pelo compromisso com as nossas vidas pela travessia dos séculos, portanto, não vamos perder de vista nossas forças e conquistas. Nós somos o povo que resiste e luta. Nós somos a ancestralidade’’, falou.

Segundo o Mapa da Violência divulgado neste mês de junho, 7 em cada 10 jovens assassinados no Brasil são negros. Em sua fala, a secretária de movimentos populares do PT na Bahia, Danielle Ferreira lembrou que nos últimos 35 anos foram contabilizados um milhão de genocídios e cerca de 70 % foram de jovens negros de 15 a 29 anos.

‘’Nós estamos falando de um estado organizado para matar preto e pobre. Estar cientes disso e nos empoderar desses dados é importante para fazer política com mais substância, lutar mais fortes contra o racismo e o genocídio da nossa juventude’’, disse.

 

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