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UNE Volante celebra teatro de resistência com PRETATO e Cia da Laje na UFBA

17/05/2018 às 10:24, por Alexandre de Melo .


A UNE Volante teve o primeiro dia de atividades na UFBA voltada para o teatro engajado

O teatro da Bahia revelou alguns dos atores mais queridos do Brasil: Lázaro Ramos, Vladimir Brichta, Emanuelle Araújo e Wagner Moura são alguns dos nomes mais recentes.  Os três últimos têm em comum os estudos na Universidade Federal da Bahia (UFBA), celeiro de grandes artistas e resistência (Wagner se formou jornalista). Com a certeza da qualidade do teatro produzido na Bahia, a caravana da UNE Volante foi recebida na UFBA com a apresentação de duas peças “Como falar aos leões” da Cia da Laje  e o projeto PRETATO – teatro preto de resistência e combate ao racismo – do Coletivo Dandara Gusmão.

PRETATO escancara o racismo brasileiro no teatro da UFBA. Crédito: Bárbara Marreiros

A Cia da Laje teve como inspiração  a peça “O petróleo ficou nosso”, encenada em 1961. A hilária história de um Diretório Central dos Estudantes mostra os embates políticos e os constantes golpes para enfraquecer a Petrobras. Por meio de uma crítica ácida que não poupou lados ideológicos, “Como falar aos leões” mostra diversas círculos viciosos repetidos em anos chaves da história do Brasil: 1964, 1997, 2014 e 2016.

Cia da Laje em cana em frente da biblioteca da UFBA. Crédito: Emily Firmino

A percepção de diferentes grupos que a empresa estatal é um núcleo corrupto e, por outro lado, tesouro nacional que sofre seguidas tentativas de desmonte golpista, se repete em todos esses períodos.

Sem deixar de lado o tom comédia, a peça conseguiu ser contundente na mensagem e na atuação de um  elenco entrosada tal qual um time de futebol no cenário improvisado da biblioteca central da UFBA.

Os atores dirigidos por Orlando Andrade na peça foram Danny Maciel, Dimitria Herrera, Flora Mesquita, Jordan Baptista, Junior Brito, Thais Aranha, Vânia Pitanga, e Wellington Lima. Veja algumas esquetes em vídeo, inspiradas na peça.

Já o projeto PRETATO possui uma história de luta dentro da UFBA, a primeira escola de teatro do Brasil.

Em 1996, na comemoração dos 40 anos, os professores Ney Wendel e Berto Filho criaram o projeto de extensão ATO de 4, embrião da PRETATO. Alunos e integrantes do coletivo Coletivo Dandara Gusmão sentiram a necessidade de criar cenas que denunciassem as mazelas cotidianas vividas por negros e criaram o grupo que propõe esquetes feito por atores e atrizes negras para o público em geral.

Crédito: Bárbara Marreiros

A PRETOATO apresentou uma esquete multimídia com auxílio de vídeos projetados e a versatilidade dos atores que cantaram e fizeram inúmeras trocas de roupas e personagens. “Quanto de atitude branca há no seu sangue negro”, provocou o ator Dêvid Gonçalves.

UNE Volante celebra o teatro de resistência na UFBA. Crédito: Bárbara Marreiros

 

Ficha Técnica

PRETATO: Teatro Preto de resistência e combate ao racismo
Cenas realizadas:
CAROLINAS, SONHOS E RESISTÊNCIAS.
Ato, direção e adaptação: Liliane Santana
“A vida de carolina de Jesus retratada até os dias de hoje, onde mulheres pretas passam pelas mesmas atrocidades do sistema racista invadindo gerações e mais gerações.

3×4
Ato, direção e adaptação: Dêvid Gonçalves
“A reflexão do sistema racista através de atitudes brancas que degradam a vida preta. A cena faz uma referencia a foto 3×4 onde a classe trabalhadora preta tem a sua candidatura ao mercado de trabalho negada quando no seu currículo vem anexada foto de identificação.

Equipe técnica:
Coordenação artística: Dêvid Gonçalves
Produção executiva: Liliane Santana
Assistente de produção: Vivaz, Lail Oliveira
Técnico de Som e luz: Mendes Adilenisson
Apoio técnico: Bruno de Jesus

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