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UNE REIVINDICA QUE EDUCAÇÃO NÃO SOFRA CORTES EM REUNIÃO COM DILMA

19/05/2015 às 23:01, por Renata Bars.

Diante do cenário de dificuldades por qual vem passando a universidade pública no país e também da série de problemas que o FIES apresentou no últimos meses, diretores da União Nacional dos Estudantes levaram até a presidenta da República, Dilma Rousseff, a preocupação com relação aos cortes que podem atingir a educação.

A reunião com a chefe do executivo ocorreu nesta terça-feira, 19 de maio, no Palácio do Planalto e teve duração de cerca de duas hora. Participaram também o ministro Miguel Rossetto (Secretaria-geral), o secretário-executivo do Ministério da Educação, Luiz Cláudio Costa, e as presidentas da UBES, Bárbara Melo, e da ANPG, Tamara Naiz.

Nos últimos dias o exemplo da UFRJ, que está sem pagar os seus funcionários terceirizados e paralisou serviços como a limpeza, evidenciou “a urgente necessidade de pôr fim ao contingenciamento das verbas educacionais, que têm prejudicado as universidades federais de todo o país”, como destaca o documento entregue à Dilma durante o encontro.

A reitoria da UFRJ está ocupada desde a última quinta-feira (14/5) por estudantes que cobram, além do pagamento dos funcionários, o fim das obras do alojamento do campus Fundão, restaurantes universitários nos campus Macaé, Centro e Praia Vermelha e mais investimentos para a assistência estudantil.

“Queremos a garantia de que haverá mais verbas para custeio e investimentos nas instituições públicas de ensino superior”, cobra a presidenta da UNE, Vic Barros.

Já o vice-presidente da UNE, Mitã Chalfun, estudante de Educação Física da UFRJ, colocou a preocupação de que o corte de verba não afete os investimentos no ensino superior e não freie a consolidação da expansão das universidades federais ocorrida no ultimo período. “Reivindicamos 2,5 bilhões para a plano nacional de assistência estudantil compreendendo que a universidade de hoje por ter alterado a sua base social necessita urgentemente de uma política robusta de mais investimentos para essa área”, pontua Mitã.

10% DO PIB JÁ!

Os diretores da UNE lembraram ainda que recentemente o educação teve conquistas históricas como o Plano Nacional de Educação com a aplicação dos 75% dos royalties do petróleo, 50% do Fundo Social do Pré-sal e 10% do PIB para o setor.

São medidas já aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pela presidenta da República. “Queremos que sejam implantadas com urgência para darmos um salto quantitativo e qualitativo em todos os níveis da educação”, salienta Vic.

FIES

A UNE colocou na mesa ainda o problema do FIES. Para a entidade, o governo tem que garantir os direitos dos estudantes com aditamento de todos os contratos.

A presidenta da UNE relata que Dilma disse que os cortes serão evitados em qualquer programa educacional do governo federal e a intenção do governo é abrir cerca de 1 milhão de novas vagas até o fim do ano em programas como o Fies, ProUni e da rede federal por meio do Sisu.

“Cobramos que é necessário continuar a democratização do acesso ao ensino superior. Muitos estudantes dependem desses programas para dar continuidade aos seus estudos”, pontuou Vic.

DIA DE PARALISAÇÃO NAS FEDERAIS

Para pressionar o governo a atender a pauta de reivindicação que foi apresentada, a UNE, a UBES e a ANPG convocam para a próxima semana um dia nacional de paralisação nas universidades federais.

O objetivo é mobilizar as principais instituições do país com passeatas, atos e intervenções culturais para chamar a atenção da sociedade e da comunidade acadêmica para as ameaças de corte nos investimentos em ampliação, assistências estudantil e melhorais de infraestrutura.

“Nenhum centavo a menos para a educação. Essa é nossa bandeira”, convoca a presidenta da UNE.

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