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UNE planeja ações e convoca estudantes para Jornada de Lutas

05/08/2015 às 18:15, por Cristiane Tada.

Diretores da entidade se reuniram em São Paulo para discutir e organizar série de manifestações que começa 11 de agosto, dia do estudante

Foram dois dias de muito trabalho, reunidos na Apeoesp, em São Paulo, no I Seminário de Gestão (2015- 2017) da UNE que teve o objetivo de planejar e organizar as ações da entidade para o próximo período.

Os 85 diretores da UNE, de todas as regiões do País, aprovaram neste domingo (2/8) o planejamento da gestão e um calendário para a Jornada de Lutas da Juventude Brasileira, série de manifestações em defesa da educação que tem início tradicionalmente todo ano o mês de agosto para lembrar o dia do Estudante (11) e o aniversário da UNE.

Ao longo da manhã do domingo, os representantes de cada diretoria se dividiram em grupos de trabalho e elaboraram contribuições para o documento político da gestão da UNE 2015 -2017. O texto aprovado reúne ações, projetos e campanhas que envolvem diretorias como Mulheres, LGBT, Assistência Estudantil, Universidades Públicas e Privadas, Relações Internacionais, Movimentos Sociais, Combate ao Racismo, Direitos Humanos, Cultura, Extensão, Memória, Comunicação, e Políticas Públicas para a Juventude.

O documento faz o balanço sobre a conjuntura atual e critica as tentativas de parte conservadora do Congresso Nacional de atacar direitos fundamentais e a democracia brasileira.

“A crise não pode ser resolvida com a oneração da classe trabalhadora e da educação, precisamos lutar por outro modelo de política econômica, taxar as grandes fortunas. A auditoria da dívida pública e reduzir a taxa de juros podem ser saídas efetivas para tirar a economia do país da recessão. É preciso que a UNE defenda um projeto de desenvolvimento a favor dos direitos da classe trabalhadora e que reconheça a necessidade das reformas estruturais no país, com destaque para a Reforma Universitária que avance na construção da educação pública e combata sua mercantilização”, destaca trecho do texto.

> Leia aqui a íntegra do documento aprovado pela diretoria da UNE.

Jornada de Lutas

Em 2015, as manifestações terão foco no combate à redução da idade penal, em defesa da democracia e contra os cortes no orçamento da educação. Os estudantes elegeram o dia do estudante, 11 de agosto, como o Dia nacional contra a redução da maioridade penal, contra os cortes na educação, contra o ajuste fiscal e em defesa da democracia. Além disso, as mulheres estudantes vão ocupar as ruas da capital federal ao lado das camponesas dia 12 de agosto na Marcha das Margaridas, ecoando em Brasília gritos de liberdade e por mais direitos.

>>Leia aqui a Carta ao Estudante brasileiro que convoca para a Jornada de Lutas

Já no dia 15 de agosto em São Paulo, a juventude vai ocupar o Capão Redondo, uma das áreas mais criativas e estigmatizadas da capital paulista para realizar mais um Festival Amanhecer contra a Redução.

Um dos principais atos da Jornada será no dia 20 de agosto em unidade com demais movimentos sociais e centrais sindicais em defesa da democracia, dos direitos sociais e trabalhistas e da Petrobras.

“A resolução da crise passa pela unidade dos movimentos sociais, é no enfrentamento nas ruas. Nossa Jornada tem data para começar mas não para acabar. Os nossos sonhos, as nossas lutas, os direitos conquistados não cabem no ajuste fiscal e as nossas pautas também não cabem em passeatas que levantam bandeira de intervenção militar, que levantam suástica, que tem palavras de ordem machistas”, destacou a presidenta da UNE, Carina Vitral.

O coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, esteve no segundo dia Seminário para esclarecer sobre a construção nacional do ato. Para ele o papel dos estudantes, da juventude, da UNE é essencial para construir esse dia para que ele seja vitorioso com milhares de pessoas nas ruas.

“MTST os movimentos de luta por moradia e os estudantes e a UNE representam os setores que tem sido afetados de maneira mais dura pelo ajuste fiscal, os cortes no ProUni, Fies, assim como o programa Minha Casa minha vida, que não foi lançado por conta do ajuste fiscal são uma expressão de uma política que faz com quem os mais pobres, os trabalhadores que paguem a conta da crise, e nós não aceitamos essa política”, afirmou.

Moções

Foram aprovadas ainda moções de apoio a algumas lutas como as greves nas universidades federais e de repúdio a alguns acontecimentos como o ataque ao Instituto Lula. >>>Clique aqui e leia na íntegra.

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