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UNE participa do lançamento do livro Paixão de Honestino, na UnB

23/03/2017 às 15:42, por Redação.


Editora UnB e escritora Betty Almeida lançam biografia que relata a trajetória do eterno presidente da UNE Honestino Guimarães morto pela ditadura militar

Na próxima terça-feira (28) a Editora UnB lança o livro Paixão de Honestino, de Betty Almeida. O lançamento de livro terá homenagem ao líder estudantil e ex-presidente da UNE Honestino Guimarães na data em que ele estaria completando 70 anos.

O evento inclui palestras, filme e encenações artísticas. Foram convidados a atual presidenta da UNE, Carina Vitral e ex-presidentes da entidade, além de colegas de Honestino no curso de Geologia e militantes estudantis da UnB. A obra recupera a trajetória do estudante da UnB Honestino Guimarães, vítima da ditadura militar, ‘desaparecido’ em 10 de outubro de 1973.

A história e a memória se entrelaçam e se complementam nesta obra biográfica de um dos mais importantes líderes estudantis que o Brasil já conheceu.

A autora, Betty Almeida, o conheceu bem de perto, com ele lutou contra a opressão naqueles tempos sombrios. Com ele também conviveu, mesmo depois do seu desaparecimento, ao fazer a sua pesquisa para este livro ao conhecê-lo tão de perto nas rememorações de sua mãe, de seus irmãos, de sua filha, de suas ex-mulheres e de tantos companheiros de luta, além dos arquivos em que foi buscar fontes oficiais para traçar esse relato histórico. Na luta pela resistência à repressão e à tirania na Universidade de Brasília durante o período do regime militar no Brasil, mais conhecido como os anos de chumbo, que se estendeu de 1964 a 1985, Honestino Guimarães, que não viveu o suficiente para ver a derrocada do regime que ele tanto combateu, foi um líder inconteste. Através da história do mártir do movimento estudantil a autora traz a reflexão para os que ainda lutam por liberdade e por uma sociedade menos injusta e desigual.

Onde está Honestino?

O 29º presidente da UNE foi o primeiro investigado da Comissão da Verdade da entidade, instalada em 2013 a fim de confrontar a história contada pelo governo militar e resgatar a realidade dos fatos. De acordo com o relatório final da Comissão, Honestino teria sido preso no Rio de Janeiro pelo Centro de Informações da Marinha (Cenimar). “Não há muitas indicações sobre sua prisão, desaparecimento e, principalmente, para onde seus restos mortais foram encaminhados. O Estado já o declarou morto, mas onde está o corpo?”, afirmou a coordenadora da Comissão da Verdade da UNE, a historiadora Raisa Marques.

Segundo Raisa, em meio às pesquisas da comissão, houve uma possível indicação para esse paradeiro: “Tivemos a informação de uma vala em Petrópolis, com diversas ossadas, que poderia ter sido o destino do corpo, mas precisamos avançar para esclarecer”, diz.

Leia na íntegra o relatório final:

 

Serviço:

O que? Lançamento do Livro “Paixão de Honestino”, de Betty Almeida

Quando? 28 de março, a partir das 15 horas.

Onde? Auditório da Faculdade de Tecnologia da UnB.

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