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UNE discute manifestações recentes em debate na Fundação Getúlio Vargas

18/09/2015 às 18:15, por Cristiane Tada .

Presidenta da UNE defendeu pautas progressistas e afirmou que estudantes não são de direita e não querem o impeachment

A presidenta da UNE, Carina Vitral, participou nesta quinta-feira (17) da roda de conversa “Balanço das manifestações: olhando de dentro”, realizada na Faculdade de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, e promovido pela Gazeta Vargas, revista universitária da instituição.

Participaram também Pedro Vormittag, do Movimento Ação Popular (juventude do PSDB); Rodrigo Chade, do Vem Pra Rua Brasil; e Kim Kataguiri, do Movimento Brasil Livre.

O editor da Gazeta Vargas, Lucas João, destacou o interesse comum dos jovens presentes em um Brasil melhor. “Representamos diversas vertentes ideológicas, ideias de um país melhor de tantas formas diferentes e nós conseguimos sentar no mesmo espaço e fazer um debate de troca de ideia interessante e produtivo, isso é o que falta no Brasil”, destacou.

Carina apresentou aos estudantes presentes um pouco da história da UNE como uma das entidades mais antigas e ao mesmo tempo jovem e conectada ao presente e futuro do país.

Em virtude da proibição do Supremo Tribunal Federal (STF) de doações empresariais para campanhas eleitorais, Carina destacou na sua fala o projeto de iniciativa popular da Coalizão pela Reforma Política e Eleições Limpas. O projeto também tem foco na busca por melhorar o sistema eleitoral, promover a inclusão política das mulheres, dos grupos sub-representados e aperfeiçoar a democracia direta.

“O empresário não doa, ele investe. Se ele doa um milhão, depois no Congresso ele vai querer ter o seu interesse econômico, licitação, beneficiamento, toda a sorte de corrupção dez vezes mais”, afirmou. Como única mulher e representante da esquerda e de pautas mais progressistas na roda de conversa, Carina lembrou a necessidade do empoderamento feminino na sociedade e defendeu políticas públicas, como o ProUni e Fies, para continuar democratizando a educação.

Sobre as manifestações de rua que tem ocorrido no Brasil recentemente, a presidenta da UNE foi muito enfática em afirmar que o jovem não está e nem é representado pelas manifestação da direita, formada na sua maioria por pessoas da elite com mais de 40 anos. “Essa é a prova de que os estudantes não são de direita, e que não embarcam na onda desses líderes ‘fakes’”, pontuou.

Carina ainda afirmou o posicionamento da UNE contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. “A UNE não tem resolução de apoio a presidenta Dilma hoje. A UNE tem uma resolução pela democracia, e respeitar a democracia significa que a Dilma é presidenta da República até o dia 31 de Dezembro de 2018, isso vamos apoiar. Mas isso não significa que vamos deixar de fazer críticas”, afirmou.

Assista o vídeo e veja como foi:

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