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UNE convoca atos para o dia 11 de novembro: “Não vamos nos calar”

08/11/2016 às 18:20, por Renata Bars.

Ao lado de centrais sindicais e movimentos sociais, a União Nacional dos Estudantes programa dia nacional de luta e paralisação para denunciar retrocessos do governo Temer

Nesta sexta-feira, 11/11, será dado mais um sinal de que estudantes e trabalhadores não aceitarão os retrocessos impostos pelo governo ilegítimo de Michel Temer. Greve geral, paralisações e manifestações estão programadas para um dia unificado de luta. Segundo Carina Vitral, presidente da UNE, as ocupações das universidades vão realizar atos neste dia: “Vamos fazer protestos contra os retrocessos em cada canto do Brasil e as universidades vão contribuir com os seus movimentos”.

Hoje são 172 universidades ocupadas pela garantia da educação de qualidade e o número deve aumentar até sexta-feira. “Vão acontecer mais ocupações até o dia 11”, diz Carina.

Hoje são 172 universidades ocupadas pela garantia da educação de qualidade e o número deve aumentar até sexta-feira. “Vão acontecer mais ocupações até o dia 11”, diz Carina.

Educação ameaçada

Uma das principais bandeiras dos protestos é contra a emenda constitucional que congela os gastos básicos, como da saúde e educação, pelos próximos 20 anos. Aprovada na Câmara, a PEC 55 defendida pelo governo Temer ainda será votada no Senado e acumula críticas. Para a UNE, a emenda esvaziaria a educação pública e daria espaço para o ensino particular.

Se uma medida semelhante tivesse sido aplicada em 1998, por exemplo, congelando os investimentos como estavam naquele ano, apenas corrigidos pelo IPCA, a educação teria perdido R$ 378,7 bilhões nos últimos 18 anos, calcula Gustavo Balduíno, secretário executivo da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em matéria do jornal Nossa Voz.

A UNE tem alertado ainda para os perigos que o fortalecimento das grandes empresas estrangeiras de educação superior pode oferecer aos estudantes, com a diminuição de gastos públicos na área e cortes em programas como Prouni e Fies. (leia matéria)

Se uma medida semelhante tivesse sido aplicada em 1998, por exemplo, congelando os investimentos como estavam naquele ano, apenas corrigidos pelo IPCA, a educação teria perdido R$ 378,7 bilhões nos últimos 18 anos

Movimentos unidos

Faz um mês que o movimento estudantil definiu a paralisação da próxima sexta, em reunião do dia 12 de outubro. “Temos uma pauta de retrocesso muito intensa. E só com mobilização será possível mostrar que os estudantes não estão satisfeitos e não vão ficar calados”, disse a vice-presidente da UNE Moara Correia Saboia, na ocasião.

Desde então, mais de 170 universidades foram ocupadas, no que já é o maior movimento das lutas dos estudantes dos últimos 15 anos.

Para o dia 11/11, sindicatos, frentes, movimentos sociais, sem-terra e sem-teto também prometem greves, paralisações e atos em todo o Brasil. Uma grande manifestação foi marcada em São Paulo saindo de vários pontos da cidade e convergindo na Sé, no Centro da capital paulista.

“Esta é uma luta não só dos estudantes, mas de toda a sociedade”, diz Carina Vitral, presidente da UNE

A data de luta foi definida em conjunto com movimentos de todas as áreas, o que ajuda a mobilizar a opinião pública, segundo Carina: “Esta é uma luta não só dos estudantes, mas de toda a sociedade”.

Depois do dia 11, haverá outra paralisação no dia 25 de novembro, além de uma caravana à Brasília para acompanhar o primeiro turno da votação da PEC 55 no Senado, dia 29 de novembro.

> Leia o jornal especial Nossa Voz da UNE sobre a PEC 55

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