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UNE aponta plebiscito como horizonte estratégico

19/07/2016 às 18:40, por Cristiane Tada.

Estudantes acreditam que esgotada todas as possibilidades da luta contra o impeachment a consulta popular é a melhor saída

Durante a plenária final do 64º Conselho Nacional de Entidades Gerais (CONEG), realizada em São Paulo neste último domingo (17/7), foi aprovada por representantes de DCEs de todo o Brasil uma resolução de Conjuntura da UNE. O documento fala sobre a situação política atual do país e aponta um posicionamento dos estudantes: a elaboração de um plebiscito sobre novas eleições.

“Propomos a realização de um plebiscito oficial que consulte o povo sobre novas eleições, após esgotada todas as possibilidades da luta contra o impeachment da presidenta legitimamente eleita Dilma Rousseff”, diz trecho.

A UNE acredita que por meio do voto popular – instrumento legítimo, constitucional e democrático que apela à soberania maior de uma democracia -, será possível apontar e debater novas perspectivas sobre a política brasileira.

“Tomamos a decisão de defender o plebiscito por novas eleições porque a UNE entende que o Congresso Nacional não pode eleger um presidente indiretamente, como significou esse impeachment da presidente Dilma”, explicou a presidenta da entidade Carina Vitral.

Para os estudantes, a consolidação do golpe e a posse do governo ilegítimo de Michel Temer tornou o cenário político ainda mais caótico, apresentando uma nova agenda conservadora e de aprofundamento de retrocessos sem perspectivas para uma retomada democrática e superação da crise. “ A luta contra o golpe e pelo Fora Temer seguem sendo o centro da ação política de resistência”, afirma o documento.

EM DEFESA DA REFORMA POLÍTICA

Para isso, a UNE propõe a unidade dos movimentos sociais e democráticos na defesa do povo brasileiro com objetivo de fortalecer cada vez mais as forças progressistas. Além disso, o os estudantes clamam às frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular para convocar a sociedade em geral a defender o país e a democracia.

O documento deixa claro ainda que as raízes do problema vão longe e é preciso mudar questões estruturais.

“É necessário questionar o modelo de sistema eleitoral do Brasil e apoiar iniciativas das quais a UNE faz parte, como a Coalizão pela Reforma Política Democrática e a Campanha da Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, que apontam caminhos para fomentar a mobilização popular entorno da reforma política que queremos. Ter um novo modelo político é essencial para quebrar a lógica da financeirização das eleições e contribui para solucionar a crise de representatividade e política no Brasil”, diz o texto.

>>> Leia aqui a íntegra do documento aprovado no 64º CONEG da UNE.

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