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UnB ocupada contra a PEC do congelamento

03/11/2016 às 14:53, por Cristiane Tada.

Estudantes de Brasília querem que a reitoria se posicione contra medida dramática para educação pública

Após uma assembleia histórica na última segunda-feira (31/10), 1400 estudantes de uma das mais importantes universidades do país, a Universidade de Brasília, aprovaram a ocupação da Reitoria da instituição. O movimento segue a motivação das mais de 1000 ocupações estudantis em todo o Brasil contra a PEC 241- agora PEC 55 – que tramita no Senado e que por meio de uma mudança na Constituição vai congelar os investimentos na educação durante 20 anos, uma verdadeira sentença de morte para o ensino público brasileiro.

Os estudantes da UnB veem a medida como um risco ao ensino da população brasileira, especialmente aquela que se encontra em maior vulnerabilidade socioeconômica.

“A ocupação da Universidade de Brasília acontece para mostrar a luta dos estudantes pela educação e integridade da nossa nação, sendo um símbolo de resistência. E SÓ VAI PARAR quando a PEC 55 for barrada ou reformulada, excluindo as áreas primárias (educação, saúde, assistência e previdência social) dos ajustes fiscais propostos pelo atual governo”, afirma o Manifesto Ocupação BSAS UnB.

O Movimento reforça que também é contra o presidente Michel Temer, a Medida Provisória (MP) que aborda a reforma do ensino médio, à extinção dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Cultura (MinC), ao corte de gastos do ensino, e pede ainda a valorização da Agricultura Familiar.

Rumo à paralisação total

Após a assembleia já são oito cursos que ocupam seus prédios: biologia, Arquitetura, Comunicação, História, Geografia, Serviço Social, Artes Cênicas e Artes Visuais. Nesta quinta-feira acontecem várias outras assembleias de cursos como Relações Internacionais e Direito para decidir se integram o movimento. Nesta sexta-feira (04) está marcada uma nova assembleia.
Os estudantes estão organizados em comissões de segurança, articulação, comunicação, estrutura e cultura e estão realizando aulas públicas e debates sobre os efeitos da PEC.

Os servidores técnico-administrativos já estão em greve contra a PEC e o movimento dos estudantes pedem o apoio dos demais setores acadêmicos para uma greve geral na UnB. Principalmente um posicionamento do Reitor Ivan Camargo .

“Acreditamos que reitoria da UnB pode se tornar um pólo político contra a PEC e articulação perante ao MEC”, afirma o estudante de jornalismo Kauê Scarim da Comissão de Comunicação do Movimento.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), entidade que congrega os reitores das universidades federais, divulgou um manifesto em defesa da educação de qualidade, gratuita e inclusiva e em alerta quanto aos riscos da Proposta de Emenda Constitucional 241. “Do nível fundamental ao superior, a educação é um direito de todos e dever do Estado. Investir nesse direito é investir no bem e no futuro de toda a sociedade brasileira”, diz trecho.

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