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Um novo ministro da Fazenda para uma nova política econômica

18/12/2015 às 14:15, por da Redação com infos do Correio Braziliense.

Estudantes aprovaram saída de Levy, responsável pelo corte de mais 9 bilhões na educação

Após pressão do movimento estudantil por mudanças na condução da política econômica, o responsável pela condução por cortar mais de 9 bilhões da Educação entre outras facadas em áreas sociais, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, está de saída do governo. A perspectiva é de que, já na próxima semana, ele seja substituído.

O anúncio da sua saída ocorreu no mesmo dia (18) em que a presidenta Dilma Rousseff recebeu a UNE e os movimentos sociais da Frente Brasil Popular em Brasília, que reiteraram o apoio ao mandato, mas também pediram em contrapartida o fim do ajuste fiscal e a substituição do ministro Levy.

Nestes 12 meses a frente da pasta o ministro prometeu colocar as contas em dia e foi apelidado de “mãos de tesoura”. Ele, na realidade, só colecionou derrotas e entrega o cargo assumindo sua impossibilidade de chefiar a equipe econômica.

Campanha contra os cortes

Logo no início desta gestão sob o comando da estudante de economia Carina Vitral, após ser eleita no 54º Congresso da UNE, em junho de 2014, a entidade organizou uma grande caravana com estudantes do Brasil inteiro que montou acampamento em Brasília em frente ao Ministério da Fazenda. O protesto fazia parte da campanha “Nenhum centavo a menos para a educação! Eu quero 10% do PIB” que rechaçava o corte de R$ 9 bilhões no setor e defendia que a ação estava na contramão da transformação do Brasil.
Os cortes também respingaram nas universidades federais em todo o Brasil, afetando o funcionamento das instituições, pagamentos de funcionários terceirizados e dessa forma, o dia a dia dos universitários. A UNE em conjunto com DCEs e Cas, realizou algumas ocupações em universidades de todo o país em Julho.

>> Leia sobre as greves aqui

Os movimentos sociais estiveram durante o ano realizando manifestações por todo o país contra a política econômica que só fez sangrar o povo brasileiro. Para as entidades, a saída da crise se dá taxando os ricos e as grandes fortunas, não cortando investimentos sociais.

Em Setembro e Outubro, a UNE e as entidades lançaram as Frentes “Povo Sem Medo” e “Brasil Popular” com objetivo de pressionar o governo por mudanças e sugerir alternativas populares para a crise econômica.

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