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Último dia do 2º Encontro LGBT da UNE reafirma unidade na luta do movimento

13/06/2016 às 18:48, por Renata Bars.

Evento reuniu cerca de 600 estudantes e já entrou para a história da entidade

O 2º Encontro LGBT da UNE que terminou no último domingo (12/6), em São Paulo, deixou um saldo positivo para os estudantes e também para a entidade. A plenária final aprovou a ”Carta de São Paulo” – documento fortemente político que repudia o avanço do conservadorismo no país e reafirmou a unidade do movimento LGBT.

Foram aprovadas também moções de repúdio ao discurso de ódio contra as pessoas LGBT e ao governado do estado do Paraná, Beto Richa, moção de solidariedade às vítimas da boate Pulse, nos Estados Unidos, e uma moção de congratulação à Universidade Federal do Rio Grande do Norte pela criação do comitê ”UFRN com diversidade”.

A mesa de despedida do evento contou com a participação de toda a diretoria LGBT da UNE, composta por Augusto Malaman, Daniella Veyga e Augusto Oliveira, a presidenta da entidade, Carina Vitral e o secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo (SMDHC), Felipe de Paula.

”Fizemos debate durante dois dias, acompanhamos o ato Fora Temer, aprovamos um documento de grande importância. A caminhada foi árdua, muito sangue foi derramado para que hoje púdessemos estar aqui defendendo a classe e construindo políticas públicas LGBT. Que todo amor possa vencer todo ódio jogado contra a gente”, falou Augusto Oliveira.

Carina citou o atentado ocorrido em uma boate gay estadunidense e destacou como o avanço do conservadorismo no mundo contribui para acontecimentos como esse.

”Hoje é um dia de muita reafirmação da nossa luta. Não é por acaso que que uma boate gay foi atacada. A política praticada por Donald Trump e tantos outros ajuda a puxar o gatilho da homofobia, mas nós estudantes não faremos nem um minuto de silêncio. Faremos a vida inteira de luta por todos LGBTs que já morreram no Brasil e no mundo. Esse encontro já é um espaço de resistência”, enfatizou a presidenta.

Felipe de Paula destacou conquistas que a cidade de São Paulo obteve nos últimos quatro anos, tanto em políticas voltadas à juventude quanto para a comunidade LGBT.

”A cidade de São Paulo se pauta pela diversidade. As pessoas tem todo direito à sua orientação e a fazer suas escolhas e serem respeitadas por isso. A prefeitura administra um centro de referência LGBT com programas vitoriosos como o Transcidadania. Esse encontro mostra que a juventude está forte para fazer a disputa política. Não esperamos nada diferente de vocês, senão a luta”, falou o secretário.

Durante o encontro, 167 estudantes puderam fazer o teste rápido e gratuito de HIV na Unidade Móvel de Cidadania LGBT da Prefeitura. O teste é feito por meio de fluido oral e é um dos diversos serviços prestados pela Unidade Móvel.

Daniella Veyga agradeceu a presença de todos os estudantes e destacou a importância do espaço para a vida de cada LGBT presente e a história da UNE. ”É muito difícil lutar todos os dias, há dias que queremos fugir, sumir, mas quando lembramos desses espaços temos forças para continuar a lutar contra o preconceito. Vamos erguer a cabeça e lutar contra todo tipo de opressão pois estamos unidos”, destacou.

Esta foi a primeira vez em que o Encontro LGBT da UNE foi realizado de forma independente. Em sua inauguração, o evento aconteceu como parte da programação da 9ª Bienal da UNE, em janeiro de 2015, na capital carioca.

Baixe aqui os documentos aprovados:

Carta de São Paulo

Vigília pelas vítimas do ataque em Orlando #‎UNEcontraalgbtfobia

Apesar do frio intenso na capital paulista, ainda no domingo no final do 2º Encontro LGBT da UNE os participantes fizeram um Vigília no vão do MASP, na Avenida Paulista, pelas vítimas do ataque homofóbico em Orlando no Estados Unidos.  Na madrugada de sábado (11) cerca de 50 pessoas foram mortas em um atentado a uma boate LGBT. Centenas de estudantes acenderam velas, levaram flores e cartazes.

“Esse ataque materializa o ódio e a desumanização impostos a nós LGBTs em todo o mundo. A luta contra a LGBTfobia é uma luta mundial a qual a UNE se soma plenamente. Repudiamos toda forma de violência, preconceito e discriminação que mata lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais todos os dias em todos os locais”, diz trecho da moção de solidariedade às vítimas aprovada no Encontro.

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