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UFRJ ocupada se soma à luta de mais de 170 universidades contra a PEC 55

07/11/2016 às 16:52, por Redação.

Nesta segunda-feira  (07) várias assembleias estão acontecendo em todos os campi

Quase mil estudantes reunidos em assembleia na última sexta-feira (4/11) votaram pela ocupação da Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a partir desta segunda-feira, dia 07, assim como os outros institutos.

O encontro debateu a conjuntura do país sobre o governo golpista de Temer e, especialmente, a resistência do movimento estudantil na luta contra a PEC 55 ( antiga PEC  241).

A presidenta da UNE, Carina Vitral, levou uma saudação especial durante o encontro e fez uma convocação aos estudantes em luta da universidade:
“Nós do movimento educacional de todo o Brasil em conjunto com as ocupações estamos construindo uma grande caravana a Brasília que chegue na capital federal no dia da votação da PEC 55 no Senado. Quero convidar todos aqui para continuarmos nos organizando”.

Assista ao vídeo da Assembleia na Ilha do Fundão:

Os estudantes cariocas deliberaram apoio à caravana das ocupações construída pela UNE até Brasília no dia da votação da PEC 55, apoio às mobilizações da greve geral das centrais sindicais no dia 11 de novembro, e ainda uma Audiência Pública com o reitor Roberto Leher para garantir uma porcentagem dos recursos da universidade para assistência estudantil.

“A UFRJ ter aderido a ocupação contra a PEC 241 é uma grande referência da maior universidade popularizada do Brasil resistir a este governo golpista e está cumprindo seu papel histórico de mobilização, luta pela democracia, pelos direitos e pela universidade pública”, destacou a diretora de Universidades Públicas da UNE, Grazi Monteiro.

A ocupação da Reitoria se somará ao processo de mobilização contra a PEC do Fim do Mundo que já vem ocorrendo em todo o país com mais de 170 campi de universidades ocupadas e em toda UFRJ, com as ocupações aprovadas em assembleias locais do IFCS, Praia Vermelha, Faculdade Nacional de Direito e o Nupem (Macaé). Para além do IFCS e Macaé, já ocupados, as demais também iniciarão nesta segunda-feira.

Reitoria apoia mobilizações

O reitor da instituição já se posicionou várias vezes contra dos desmandos do governo Temer e tem sofrido pressão do Ministério Público. Leher declarou em nota que “o Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro considera justa e necessária a mobilização social que toma conta do país em defesa dos direitos sociais assegurados originalmente na Carta de 1988 e conclama todos os setores democráticos da sociedade brasileira a se engajarem na defesa do futuro da educação pública, da ciência, tecnologia e inovação, do Sistema Único de Saúde e dos demais direitos humanos fundamentais para o bem-viver dos povos”.

Diversos reitores e administrações de universidades também tem apoiado o levante contra a alteração na Constituição que mudará os rumos da educação no Brasil. UFG, UFF, UFVJM, UFMG, UESB

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