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UERN pressiona e consegue audiência com o governador para tratar de verbas

08/12/2017 às 19:39, por Redação.

Durante os protestos os estudantes mobilizaram a população com o mote da campanha da UNE “Universidade não se vende, se defende”

Estudantes e servidores já ocuparam a reitoria, Secretaria de Planejamento e Assembleia Legislativa do Estado

Os estudantes da universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) estão em luta pela sua instituição. Depois de ocuparem a reitoria, a Secretaria de Planejamento do Estado e a Assembleia Legislativa, eles conseguiram junto com professores e funcionários da instituição uma audiência com o governador do Estado Robinson Faria (PSD) no próximo dia 18 de Dezembro.

O estopim dos protestos foi o anúncio da demissão de 119 professores substitutos da universidade. A Universidade também está em greve há quase um mês junto com os profissionais de Saúde. Mais de 10 mil estudantes em todo o estado estão sem aulas por causa de atrasos de até 60 dias nos salários dos docentes.

Mas os problemas não param por aí. De acordo com Genderson Kaio Costa de Souza, coordenador de Negros, Negras e Cotistas do DCE a UERN, como várias outras universidades estaduais do Brasil, a instituição tem enfrentando uma série desafios devido ao descaso dos governos estaduais. “Não temos laboratórios adequados para realizar pesquisas, as salas de aula tem rachaduras nas paredes e telhado, sem o mínimo de manutenção obrigando aos estudantes assistirem aulas com fossas a céu aberto ao lado das salas. Fora que não possuímos uma política especifica e efetiva sobre assistência e permanência estudantil, com os enormes atrasos das bolsas estudantis que não chegam há três meses”, afirmou.

A UERN tem campus em Mossoró, Assu, Pau dos Ferros, Patu, Natal e Caicó.

Para o diretor LGBT da UNE, Nilson Florentino Júnior, que também é potiguar o desmonte na educação acelerado pelo governo federal golpista, aliado ao descaso dos governos dos estados, é uma grande ameaça às universidades públicas, especialmente as estaduais, que tem papel fundamental no desenvolvimento socioeconômico dos estados, com a UFRN tem no Rio Grande e no Nordeste.

Todo esse desmonte parte do projeto neoliberal para sucatear as instituições públicas. Além disso, 89% das alunas e alunos dessa universidade são provenientes de escolas públicas e são filhos e filhas da classe trabalhadora que lutam e resistem, todos os dias, para permanecer nela. Tudo isso que acontece na UERN hoje não é um fato isolado. É a realidade de outras universidades também”, afirmou.

Durante os protestos os estudantes mobilizaram a população com o mote da campanha da UNE “Universidade não se vende, se defende”.

Para eles é preciso apontar o real motivo de tanta precarização e firmar o compromisso de lutar pelo serviço público para o bem comum. “ Dizemos não à privatização e lutamos por uma UERN pública, gratuita e de qualidade”, afirmou Nilson.

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