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UERJ nos une! 10 motivos da Universidade ser vital para o Brasil

23/05/2018 às 13:28, por Alexandre de Melo com edição de Cristiane Tada .


Idealizadora do SUS, pioneira nas implementação de cotas, a décima universidade que mais produz conhecimento científico no país e muito mais

A Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) é a quinta maior universidade do Brasil e 11ª da América Latina, de acordo com o ranking do Best Global Universities. No entanto, a UERJ vive a pior crise de sua história: falta de pagamento de bolsas, falta de recursos que geram serviços precários, atraso no pagamento dos funcionários.

Apesar da crise, a comunidade acadêmica e diversas pesquisas mostram na lista a seguir os muitos motivos para defender a Universidade e também para entender porque a UERJ é um patrimônio carioca.

1 – Cotas – A UERJ foi pioneira em programas públicos e sociais que transformaram a realidade brasileira, como as cotas raciais que democratizaram o acesso à educação pública.

Davi da Silva Teixeira, 22 anos, estuda Engenharia Elétrica, é cotista e foi bolsista até 2016. “A gente percebe que a política de cotas está bem presente na UERJ. A minha renda aumentou e consegui abrir mão da bolsa. O cotista tem direito a uma bolsa de R$ 400, a cursos de reforço e a material gratuito, além de desconto no bandejão. Há quem tente burlar as regras para conseguir a bolsa, mas de modo geral, a bolsa é fundamental para a permanência”, conta. 

2 – Pesquisa – A UERJ, é a décima universidade que mais produz conhecimento científico no país de acordo com o relatório Pesquisa no Brasil, disponibilizado pela Clarivate Analytics à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), divulgado em Janeiro deste ano. O relatório mostrou ainda que a UERJ produz artigos científicos altamente citados e alcançou boas taxas entre 1% dos papers mais citados do mundo.  Os critérios analisados foram: a quantidade de documentos produzidos, o impacto da citação, artigos no top 1% e 10% dos mais citados do mundo, colaboração com a indústria e colaborações internacionais.

Apesar da falta de repasse de recursos, a UERJ é referência em pesquisas no Brasil. Crédito: Bárbara Marreiros

Pedro Ventura é estudante de Física e fala sobre um das grandes pesquisas brasileiras dentro da Universidade. “A UERJ tem um convênio com a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern). Por meio deste convênio, um supercomputador auxilia no processamento de dados gerados nos experimentos com aceleradores de partículas”, conta. Entre os temas que movem os cientistas envolvidos no projeto está a origem do universo e a formação da matéria.

3 – Bolsa e assistência – A UERJ foi a primeira Universidade pública do Estado a oferecer ensino superior noturno, permitindo o acesso de trabalhadores e mães aos cursos de Bacharelado e Licenciatura. 

Silvia Maria: “O estudante que trabalha é assistido na UERJ”. Crédito: Bárbara Marreiros

Silvia Maria dos Santos é estudante de Letras e lembra o pioneirismo histórico da assistência da Universidade carioca.  “A UERJ foi primeira a oferecer ensino noturno e bolsa para ajudar os alunos permanecerem no curso, mesmo que ele divida o seu tempo com o trabalho”, disse.

4 – SUS – O Instituto de Medicina Social da UERJ foi criado no fim da década de 60 por um grupo de professores da Faculdade de Ciências Médicas. Em 1979, três professores do Instituto de Medicina Social, José Luis Fiori, Reinaldo Guimarães e Hérsio Cordeiro escreveram um documento denominado “A questão democrática da saúde“, que foi incorporado pelo Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (CEBES) e apresentado por Sergio Arouca (1941-2003) no Congresso Nacional. Pela primeira vez os deputados federais discutiram alternativas para as políticas de saúde e mencionaram o Sistema Único de Saúde. O documento foi a peça chave para o nascimento do SUS.

5 – Internacionalização -A UERJ está em 6° lugar no que se refere à internacionalização, segundo os dados do Ranking Folha de Universidade 2016. No caso, a capacidade de mobilidade de docentes e discentes para o exterior e a taxa de atração de profissionais internacionais.

6 – Tradição em Direito. A Universidade já formou dezena de ministros do Supremo Tribunal Federal, nos últimos tempos dá para citar Joaquim Barbosa, Luiz Fux, Luis Roberto Barroso.

7 – O bonde é grande! A UERJ conta com cerca de 43 mil alunos – 28 mil na graduação presencial, 7 mil na graduação à distância, 4,5 mil no mestrado e no doutorado, 2,5 mil na pós-graduação lato sensu, e 1,1 mil no ensino fundamental e médio em seu Colégio de Aplicação.

8 – Equipamentos à comunidade – A UERJ também é responsável pelo Hospital Universitário Pedro Ernesto (HUPE), pela Policlínica Piquet Carneiro (PPC) e pela Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI). 

9 – Força criativa – O perfil versátil dos estudantes move muitas atividades na Universidade. Abaixo experimentos feitos com material reciclável no laboratório de Física:

Garrafas pet, cano de pvc e materiais reciclados usados em experimentos no laboratório de Física da UERJ. Crédito: Bárbara Marreiros

Não faltam exemplos dessa força criativa. Esse ano, um grupo de estudantes está de malas prontas para participar da Spaceport America Cup, uma competição mundial de foguete nos Estados Unidos. Em busca de ajuda financeira para viabilizar a viagem, os alunos criaram uma vaquinha na internet e arrecadaram mais de R$ 15 mil. O dinheiro será usado para bancar a hospedagem e a alimentação da delegação, que terá sete integrantes.

10 – Simbolo de resistência – A UERJ é simbólica na luta por um ensino público, gratuito, de qualidade e democrático no Brasil. Defender a UERJ é defender a Educação brasileira. Você pode saber mais informações da resistência da Universidade na página UERJ resiste!

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