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UEE-SP realiza Seminário com propostas para o Plano Estadual de Educação

09/09/2015 às 18:19, por Sara Puerta.

Estudantes querem ampliar cotas de estudantes oriundos de escolas públicas em universidades públicas

A tarde dessa terça-feira, dia 08.09, foi marcada por uma importante reunião para a educação e o movimento estudantil na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Convocado pela UEE-SP , o Seminário do Movimento Estudantil teve o objetivo de apresentar a contribuição das entidades estudantis para o Plano Estadual de Educação, que tramita na Câmara dos Deputados desde 4 de agosto, quando o Governador Geraldo Alckmin (PSDB) enviou o documento com 23 metas ( Projeto de Lei 1038/2015). Conheça as metas: http://goo.gl/CNcPsJ

Segundo a entidade representativa dos estudantes de São Paulo e o Fórum Estadual de Educação, composto por 73 organizações (incluindo sindicatos, associações e entidades de movimentos sociais), o projeto do executivo não ouviu os movimentos para compor as metas.

Além de Flavia Oliveira, presidenta da UEE-SP, que solicitou o evento, participaram da mesa, João Palma, coordenador do Fórum Estadual de Educação, Marcelo Arias, diretor de comunicação da ANPG (Associação Nacional de Pós Graduandos), Angela Meyer, presidenta da UPES (União Paulista dos Estudantes Secundaristas), Henrique Domingues, presidente do DCE FATEC, Marilena Malvezzi, da Secretaria Estadual de Educação e a mesa foi mediada pela presidenta da Comissão de Educação e Cultura, a deputada Rita Passos (PSD).

Marilena Malvezzi abriu o evento cumprimentando os estudantes pela iniciativa em convocar o debate e que deve ser comemorado uma vez que o Plano Estadual de Educação será a primeira lei voltada para Educação em São Paulo.

“O Plano Estadual tem metas para 10 anos e isso dá um norte para os ajustes necessários que devem ser feito para principalmente universalizar o ensino”, afirmou.

João Palma, do Fórum Estadual de Educação, disse que concorda em 70% com as metas apresentadas pelo Projeto proposto pelo executivo. Porém em 30%, não estão de acordo no que tange a formação dos professores, quanto há nenhuma meta que indique avanço quanto aos financiamentos, entre outras

“ Não há avanços quantos aos recursos para a educação, porém quando se fala em maior acesso ao ensino, investimento em formação de profissionais, temos que pensar também em readequar o financiamento. Perdemos bilhões em isenções fiscais que poderiam ser destinados para educação”, afirmou.

Posicionamento das entidades

Flavia Oliveira acrescentou que as metas falam em universalização, porém não aprofundam a questão das cotas de estudantes oriundos de escolas públicas em universidades públicas.

“ Nossa proposta é que nas universidades estaduais 50% das vagas sejam destinadas para os alunos da escola pública e para cotas raciais, dessa forma, democratizando o ensino, invertendo a lógica de que a universidade pública seja acessada em maioria pelo estudante que cursou a escola privada. Também sentimos falta de propostas mais objetivas para assistência estudantil no plano, como creches e restaurantes universitários também para as instituições de ensino superior privadas e que assim, permita que o número de evasões diminua”, afirmou a presidenta.

O movimento estudantil também alertou sobre as atuais condições de sucateamento das escolas estaduais. Angela Meyer, da UPES, lembrou das estruturas das escolas técnicas estaduais, que poucas unidades tem cursos com estruturas adequadas, há falta de democracia para o movimento estudantil, além de repetir no ambiente escolar, as repressões da sociedade.

“Não há estímulo para a juventude nas escolas, e o sistema de maior bonificação para as escolas com maior pontuação mantém o sistema de meritocracia, que também não aprimora as escolas de modo geral“, avaliou Angela.

Marcelo Arias, da ANPG, falou sobre as metas do Plano que contemplam os pós graduandos, como a garantia de mais professores mestres e doutores nas universidades e recursos humanos na formação.

“Nesse caso especificamente é lembrado a necessidade de programas de assistência estudantil para a formação tecnológica e de inovação com qualidade.”

Henrique Domingues, do DCE FATEC, também alertou para a necessidade de metas ousadas para o ensino tecnológico, uma vez que com quase 75 mil estudantes na FATEC, estão disponíveis apenas 10 bolsas de iniciação científica

“ A FATEC foi uma alternativa para popularizar o ensino superior no estado de São Paulo, porém ela não possui critérios de instalação, estrutura e tecnologia, e como foi citado anteriormente, é necessário pensar nas metas de financiamento, com maior porcentagem do ICMS para educação e que inclua uma aumento também para as faculdades de tecnologia ”, destacou.

O estudante de Direito da FSP (Faculdade do Sudoste Paulista) Marcelo Henrique Neves Gervásio, veio de Avaré ao evento e o considerou bastante positivo uma vez que mostrou a energia dos jovens estudantes em transformar a educação.

“No Plano apresentado pelo governo não há nada falando em regulamentação do ensino superior privado quanto a qualidade, disciplinas online e também de metas para a educação voltada para o jovem em reclusão”, comentou Neves.

Audiência Pública

No próximo dia 22, será realizado uma audiência pública sobre o Plano Estadual de Educação na Alesp, a partir das 14h.

O evento será no Auditório Paulo Kobayashi.

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