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Trabalho e juventude são discutidos durante o 66º Coneg

22/07/2018 às 8:22, por Renata Bars.


Convidados falaram sobre as perspectivas do jovem em meio à crise e perda de direitos

Os desafios dos jovens diante da falência do mercado de trabalho nos tempos atuais foi tema da mesa ”Perspectivas de trabalho para a juventude e economia nacional”, que recebeu a técnica do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socieconômicos (Dieese) Camila Ikuta, o assessor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Marcelo Fragozo, o representante da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB) Paulo Sabóia e a ex-diretora da UNE e mestranda em Ciências Políticas pela Unicamp Deborah Cavancante.

Foi consenso entre os debatedores que a Reforma Trabalhista aliada à terceirização em massa, vem prejudicando a inserção dos jovens no mercado de trabalho.

”Flexibilização é uma palavra que suporta toda agenda neoliberal e que permite às empresas determinar conforme seus interesses, a forma como vão contratar mão de obra, usar e remunerar essa mão de obra. Logo, por conta dessa lógica, a juventude acaba tendo uma entrada no mercado de trabalho subordinada porque estão tentando retroceder em direitos e assim transformar o trabalho humano num mero insumo para a produção do capital”, falou o assessor da CUT, Marcelo Fragozo.

Camila Ikuta, do Dieese, apresentou dados que confirmam a juventude como 25% de toda a população brasileira e mais da metade dela trabalha além de estudar.

”Temos que pensar em maneiras de qualificar esses jovens antes de sua entrada no trabalho, porque o que vemos são jovens atuando em empregos precários, a maioria está alocada em comércios e serviços com remuneração baixa e jornada alta. Precisamos de políticas que fortaleçam a qualificação,mais do que isso, forneçam empregos que tenham conexão com essa qualificação e claro, combater a reforma trabalhista que afetará principalmente os jovens”, destacou.

GERAÇÃO DESPERDIÇADA

Para a ex-diretora da UNE Deborah Cavalcante a atual geração de jovens representa uma geração desperdiçada, com qualificação, mas sem emprego.

”Se por um lado temos mais formação do que tiveram nossos pais, do outro não temos oportunidades de emprego para desenvolver essa formação. O que nós precisamos é tornar a questão do trabalho prioridade na nossa ação política. A situação está pedindo isso. Ou a gente luta e incorpora essas questões num programa de transformação da realidade ou a gente continuará a ser a geração desperdiçada”, falou.

Paulo Saboia lembrou que embora uma das mais prejudicadas, a juventude pode e tem força para reverter esse quadro.

”Se continuar do jeito que está a situação é aterradora, mas ver vocês reunidos, pensando e articulando essas questões mostra que temos esperança. Vocês são os que tem em mãos a capacidade de mudar o futuro, vamos lutar e cobrar isso dos governantes”, disse.

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