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Trabalhadores e estudantes nas ruas dia 22/09 por “Nenhum direito a menos”

20/09/2016 às 17:31, por Redação.

Setor educacional soma às pautas protesto contra a Lei da Mordaça, a cobrança de mensalidade nas instituições públicas e na defesa do Pré-Sal

As principais Centrais Sindicais do país convocam uma paralisação geral nacional nos postos de trabalho na próxima quinta-feira (22). A principal pauta da manifestação é unir forças para dizer que não aceitarão a retirada dos direitos da classe trabalhadora, proposta pelos ministros do governo ilegítimo de Michel Temer.

Unidas, CUT, CTB, FORÇA SINDICAL, UGT, NOVA CENTRAL e INTERSINDICAL vão paralisar todas as capitais. O protesto tem o apoio e adesão das diversas entidades, movimentos, organizações e coletivos que compões as Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular.

“Dia 22 de setembro, todos nós, trabalhadoras e trabalhadores, vamos estar nas ruas dando um recado para esse governo golpista, dizendo que não vamos tolerar que mexam em nossos direitos. Rumo à greve geral”, convoca o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas.

A ideia é a partir da mobilização do dia 22 potencializar uma greve geral contra a retirada de direitos.

“Nenhum direito a menos”, afirma o secretário de Relações Sociais da CTB, Carlos Rogério. “Não aceitaremos jornada de 12 horas. Não aceitaremos que mexam nas aposentadorias. Vamos às ruas no dia 22 contra essa reforma nefasta que extingue direitos dos trabalhadores. Fora, Temer!”, completou.

A mobilização é nacional e em São Paulo os trabalhadores farão concentração diante da sede Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), às 10h, na Avenida Paulista. Às 11h, sindicalistas entregarão à entidade patronal pauta em defesa dos direitos sociais e trabalhistas.

Às 15h, trabalhadores e militantes de várias categorias profissionais vão se reunir no vão livre do Masp, onde os professores da rede pública estadual estarão em assembleia para decidir se entram em greve ou não. Às 16h, haverá ato público.

As pautas de luta do Dia Nacional de Paralisação são contra o ajuste fiscal que consta na PEC 241/2016, que congela investimentos públicos na Saúde e na Educação nos próximos 20 anos, e o projeto de Lei 257/2016, que trata das condições de renegociação da dívida dos Estados e Municípios.

Além disso, a mobilização é contra as privatizações e a entrega do Pré-sal; em defesa dos salários e do emprego; em defesa dos direitos e dos programas sociais; contra o PLC 30 das terceirizações sem limites e diz não à Reforma da Previdência.

Educação na luta

No setor da educação professores e estudantes devem aderir a paralisação em universidades e escolas de todo o Brasil.

A presidenta da UNE, Moara Correia, destacou que é preciso reforçar as mobilizações conjuntas entre a entidade e os movimentos sociais. E convocou os estudantes a se organizarem. “No dia 22, está prevista o início da construção de uma greve geral, para os trabalhadores pararem as fábricas e os estudantes pararem as universidades, assim como as ocupações urbanas vão parar as rodovias. A UNE tem que se incorporar a este momento, a juventude precisa se radicalizar e dizer que nós não topamos um governo que quer destruir a nossa educação”.

Servidores públicos que atuam nas universidades Estaduais e Federais de Norte a Sul em todos os estados devem ser mobilizar.

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) deve parar completamente. Os professores já decidiram pela paralisação e o DCE também vai realizar um ato na universidade logo no início da manhã, seguido de uma série de aulas públicas pelos setores da universidade e restaurante universitário.

Incorporam-se as pautas dos trabalhadores, os protestos no setor educacional como contra a ‘Lei da Mordaça”; a cobrança de mensalidade nas instituições públicas e na defesa do Pré-Sal principal fonte de financiamento de umas das maiores conquistas do setor 10% do pib para a Educação.

No Paraná, cerca de 100 mil profissionais do magistério vão aderir à greve parcial com aulas de 30 minutos. A APP-Sindicato também aprovou que participará da greve geral nacional contra a retirada de direitos da classe trabalhadora em nível nacional. A educação é entusiasta das palavras de ordem “Fora Richa” e “Fora Temer, Diretas Já”

Os professores da Universidade Federal de Goiás (UFG) também vão paralisar as atividades segundo os Sindicato dos Docentes das Universidades Federais seguindo o movimento nacional de servidores públicos.

Técnicos e professores da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) e do Instituto de Geociências da UFBA também vão aderir a paralisação.

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