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Todos os sons na Bienal

06/02/2017 às 14:46, por Renata Bars.

Do rap ao maracatu, décima edição do festival estudantil reuniu ritmos e estilos variados

Bienal, que som é esse? Quem visitou a 10ª edição do maior festival estudantil da América Latina, realizado no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, experimentou uma diversidade de ritmos e estilos musicais com novos e velhos talentos da música brasileira.

A Bienal foi palco para nomes consagrados como Gaby Amarantos, com seu novo show Jurunas Som Sistema – um mix do que rola nas periferias do mundo, e Emicida, com o velho e bom rap nacional dando um tapa na cara do racismo.

Gaby Amarantos no palco da 10ª Bienal da UNE

A nova cara da música brasileira também passou pelo festival: Elas cantam Belchior, um quarteto formado por artistas cearenses reinventou canções conhecidas do público como “Apenas um rapaz latino-americano” e “Sujeito de sorte” numa apresentação surpreendente. Os Selvagens à Procura de Lei mostraram porque são sensação da música indie atual: o público canta junto, vibra junto do começo ao fim.

O quarteto, Elas Cantam Belchior

PRODUÇÃO UNIVERSITÁRIA, SIM SENHOR!

A mostra selecionada não deixou a desejar. O grupo “Mulheres de Buço” marcou esta edição com uma performance feminista, divertida e irreverente. As músicas cantadas por nada menos que dez mulheres escancaram o machismo e deram um basta à cultuada imagem de “belas, recatadas e do lar”. Já o Mano’s Money trouxe do Grajaú, periferia da zona sul de São Paulo, a realidade crua do rap, rimas contundentes e o flow que levantou a galera.

Para o coordenador da mostra, Caique Renan, as bandas escolhidas para 10ª Bienal da UNE superaram todas as expectativas. ”Não foi nada fácil para as bandas conseguirem chegar em Fortaleza. Muitos deles precisaram fazer vaquinha e enfrentar dias de viagem dentro de um ônibus. Todo esse esforço e dedicação foi retribuída não só por nós da coordenação, mas por todo o público, que lotou a praça Dragão do Mar para prestigiar a música estudantil brasileira. O sorriso no rosto de cada pessoa que deixava o palco após a apresentação sintetiza toda a energia que habitou essa linda Bienal”, avaliou.

Mulheres de Buço

REGIONALIDADE? TEMOS!

A originalidade característica das canções regionais brasileiras marcaram presença na Bienal. Apresentações de forró, maracatu, tambor de crioula e afoxé aconteceram durante os três dias do festival, espalhadas pelos espaços do Centro Dragão do Mar.

Encontro de Dança Afro e Afoxé na 10ª Bienal

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